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Acusados pela morte de fazendeiro no Parque Nacional vão a Júri Popular

De acordo a família do produtor rural Raimundo Domingues Santos, a expectativa é muito grande diante do julgamento dos acusados de matar o produtor. Na próxima quarta feira (17/02) e quinta (18/02), a partir da 07h30 da manhã na Câmara de vereadores de Eunápolis, estará sendo realizado o Júri dos Índios´ da etnia pataxó, Lourisvaldo da Conceição Braz e Valtenor Silva do Nascimento, denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo fato ocorrido no dia 09/08/2014 na fazenda Brasília, região do Parque Nacional de Monte Pascoal.

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Os acusados respondem pelas práticas de crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado por motivo torpe (vingança) e de forma que tornou impossível a defesa do ofendido. Bem como destruição e ocultação do cadáver, quando o fazendeiro Raimundo e o seu compadre Manuel Messias Cardoso teriam ido retirar alguns animais que lhe pertenciam.

Partes do veículo do produtor chegou ser encontradas por familiares e os peritos estiveram no local de difícil acesso dentro da fazenda e recolheram o que sobrou.

Entenda o caso:

O fazendeiro Raimundo Domingos dos Santos é dono há 21 anos da fazenda Cachoeirinha (de um alqueire e meio), na região do distrito de São Geraldo, na vizinhança da Aldeia Boca da Mata, no Parque Nacional de Monte Pascoal, no município de Porto Seguro. Mas, há 4 meses, teve que abandonar a propriedade por causa da invasão de indivíduos que autodenominam indígenas. Sem poder entrar na fazenda, Raimundo mudou-se para outra propriedade na região da Maria Bonita, em território de Itamaraju.

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No sábado (09/08/2014), ele voltou à sua fazenda no entorno do Parque Nacional, porque havia recebido um recado do cacique Alfredo pedindo que retornasse ao local para resgatar seus animais: seis vacas, uma mula e uma jega. Mas ao chegar à porteira da área, percebeu que a fazenda estava habitada por indígenas e retornou. Foi então a uma propriedade rural de um casal de caboclos, onde tomou café e resolveu ir embora, saindo por uma estrada vicinal. Quando passava pela sede da Fazenda Brasília, outra propriedade abandonada pelo dono e ocupada pelos índios, ele foi interceptado, dominado e amarrado por cerca de 30 indígenas munidos de armas de fogo.

O fazendeiro estava na companhia do seu compadre Manoel Messias Cardoso, 58 anos, que foi liberado pelos indígenas e teve que fugir a pé pelo matagal até chegar ao distrito de São Geraldo, onde informou o ocorrido. Manoel Messias é a única testemunha do crime. Raimundo Domingos é filho de uma família tradicional da cidade vizinha de Itamaraju e pai de 4 filhos, três mulheres de 6, 27 e 30 anos e um menino de 10 anos.

Por | Liberdadenews

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