Bahia precisa de menos cirurgiões pediátricos do que o exigido pelo NCP, conclui Sesab – :: Itamaraju Notícias ::

Bahia precisa de menos cirurgiões pediátricos do que o exigido pelo NCP, conclui Sesab

O impasse com o Núcleo de Cirurgiões Pediátricos da Bahia Sociedade Simples (NCP) levou a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) à conclusão de que o número de profissionais necessários para urgência e emergência da especialidade é inferior ao praticado anteriormente pelo Estado. Em entrevista ao Bahia Notícias, o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, afirmou que há um esforço para estruturar uma solução com cirurgiões pediátricos do estado e profissionais que não concordam com a condução dada pelo NCP à questão.

“Nós tivemos várias reuniões ao longo da semana passada para estruturar uma equipe que possa atender as duas bases onde nós necessitamos de cirurgiões: o HGE [Hospital Geral do Estado] e o Hospital Roberto Santos. Nós tivemos ao longo desse período um volume de atendimento muito inferior ao que era alegado pelo Núcleo de Cirurgiões Pediátricos como a razão demandante da necessidade de um número de 50 cirurgiões”, explicou. Para o gestor, o NCP “tem agido de forma a cartelizar e impor ao estado valores de remuneração muito superiores aos praticados na média do mercado, valendo-se da sua exiguidade em números”.

Na tentativa de resolução, a secretaria deve publicar nos próximos dias um novo chamamento emergencial, com menor número de profissionais, para atender à nova estrutura desenhada. Em resposta à situação atual, os cirurgiões pediátricos decretaram, na última sexta-feira (20), estado de greve (veja aqui). A decisão inclui na disputa profissionais concursados e com contratos vinculados a organizações sociais.

Em nota, o Sindicato de Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) afirmou que a classe busca a manutenção do serviço prestado. Vilas-Boas reforçou que a secretaria está aberta à conversa, apesar de considerar “um absurdo” a tentativa de “induzir os cirurgiões que são servidores a parar para defender os interesses deles”. “Nós estamos abertos a qualquer conversa, mas eles recusaram assinar o contrato com o estado com valores de remuneração que remontavam a mais de R$ 34 mil por mês para cada um deles. Isso é muito acima do que ganha qualquer profissional de qualquer especialidade no estado”, criticou o secretário.

Fonte | bahianoticias

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