HANSENÍASE: uma questão de Saúde Pública

A hanseníase é uma doença bastante antiga e durante muito tempo era incurável chegando a causar mutilações, forçando o isolamento dos pacientes em leprosários.

 É causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen que ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos, também conhecida como lepra ou mal-de-lázaro. Comumente está relacionada a condições socioeconômicas e de saúde.

 

A Hanseníase não é uma doença hereditária. A forma de transmissão é pelas vias aéreas: Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro), uma pessoa infectada libera bacilo no ar e cria a possibilidade de contágio. Porém, a infecção dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente.

Os Sinais e sintomas mais freqüentes são:

  • Diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).
  • Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades;
  • Manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;
  • Caroços e placas em qualquer local do corpo e alteração da sensibilidade e da secreção de suor;

 

A hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito e a cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico.

 O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite mais a doença. O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos são distribuídos pela rede pública de saúde.

A prevenção baseia-se no exame dermatoneurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.

E fiquem atentos ao aparecimento de manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, com perda de sensibilidade, procure sua Unidade de Saúde de referência para que possa ser encaminhado ao serviço de TB e HANSEN.

 

Ivanilda Salomão

Enfermeira do Trabalho – Especialização em Educação Permanente em saúde

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