Polícia desarticula maior quadrilha de furto de gado da região

A Polícia Civil de Teixeira de Freitas em apoio a Delegacia Territorial de Vereda e a Delegacia Territorial de Caravelas, desmontaram uma quadrilha especializada no furto de gado, atuante na região, envolvendo os investigados, Caique Ribeiro Moura, Elnia Alcântara Ribeiro Moura, Valdi Alves Moura, Neylson Nascimento Pereira, Oseni Rodrigues de Sousa, Sandro Rodrigues de Souza, Mário Lúcio Marques dos Santos, o ‘Gordo’ e Ruberlândio Silva dos Santos, o ‘Queco’.

Ação policial ocorreu após os crimes ocorridos na Fazenda Santana II em Vereda e Fazenda Dois Irmãos, de Caravelas. O caso de Vereda ocorreu na madrugada do dia 31 de janeiro, no distrito de Santo Antônio, os envolvidos, utilizando mais de um caminhão, romperam as correntes e os cadeados das porteiras e subtraíram cerca de 52 cabeças de gado tipo Nelore, causando um prejuízo estimado de R$ 120 mil.

A Polícia Civil já investigava a ocorrência de outro crime da mesma natureza, ocorrido na madrugada do dia 6 de janeiro em Caravelas, onde mais 55 cabeças, também de Nelore, avaliadas em R$ 100 mil, foram levadas da propriedade rural.

Durante as investigações, os policiais civis tiveram acesso a filmagem que registrou o momento em que os veículos dos envolvidos transportavam o gado furtado sendo eles: um caminhão com placas OYD-2699 e o outro caminhão com placas HFD-4954, sendo visualizado também a presença de um terceiro veículo pequeno, de cor branca, ainda não identificado, que passava pelo local escoltando os caminhões durante a prática da ação criminosa.

Os bandidos utilizaram também, durante o furto na Fazenda Dois Irmãos, um caminhão com placas JQM-2682. As investigações prosseguiram quando os policiais encontraram o sítio Nova Canaã, situado no Assentamento Rosinha do Prado, de propriedade dos criminosos, onde foram encontradas 32 cabeças de gado, sendo 23 da Fazenda Dois Irmãos e nove da Fazenda Santana II, de Vereda.

A polícia descobriu que o grupo criminoso comercializou o gado furtado com a Empresa Frisa e que, em cinco meses, o grupo recebeu a quantia aproximada de R$ 282 mil, o que comprovou as suspeitas da polícia, sobre a origem ilícita do gado, pois o sítio dos acusados, não comportava o volume de gado comercializado em tão curto espaço de tempo.

Além disso, há indícios de que os envolvidos com o crime estavam enriquecendo ilicitamente, posto que, neste período, compraram caminhões, caminhonetes e outros bens e valores que estão sendo investigado.

Visando garantir a reparação dos prejuízos às vítimas, delegado Manoel Andreetta, arrecadou na empresa FRISA o valor aproximado de R$ 82 mil, bloqueando o pagamento de duas notas promissórias que seriam pagas aos criminosos, ajuizando posteriormente a medida cautelar de sequestro dos valores, perante a Justiça de Vereda, com o objetivo de retificar o ato, com o fim de garantir os interesses das vítimas.

O delegado ainda representou pela prisão preventiva dos envolvidos, encontrando-se o procedimento investigatório em fase saneamento e conclusão.

Fonte | Sulbahianews