Professores e índios ocupam a Prefeitura de Cabrália

Professores da rede municipal de Santa Cruz Cabrália, com o apoio dos índios pataxós, ocuparam, na manhã desta terça-feira (3), o prédio da prefeitura onde fica localizado o gabinete do prefeito Jorge Pontes (PT), no centro.

Em greve há 17 dias, a categoria reivindica, entre outros itens, que o Executivo cumpra a liminar da Justiça que determina o pagamento do reajuste de 7,9% do piso salarial nacional dos professores. Com apitos e faixas, os professores, representados pela APLB Sindicato, bloquearam todas as entradas do prédio localizado na Ladeira do Mirante, que também foi fechada.

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Por volta das 9h20, os manifestantes e os índios pataxós entraram na sede da prefeitura, onde pretendem permanecer até que obtenham alguma resposta do Executivo acerca do cumprimento da liminar. No momento da ocupação, que foi pacífica, nem o prefeito nem os funcionários estavam no prédio. A Polícia Militar está no local com o objetivo de garantir a segurança dos manifestantes e a integridade do prédio, informou um dos policiais.

À noite, os professores em greve irão até a Câmara Municipal e, de acordo com o presidente da ALPB Sindicato de Cabrália, José Feliciano, irão pernoitar no local. Entre os principais itens da pauta de reivindicações estão o cumprimento do estatuto do plano de carreira do Magistério no que se refere ao pagamento dos professores e mudança de nível 2012/2013, além de eleição para diretores das escolas, reajuste salarial de 2013 e construção e reforma das unidades escolares.

“A nossa luta, desde fevereiro, foi pela implementação do reajuste de 7,9% do piso salarial nacional. Como há uma resistência muito grande por parte da prefeitura em cumprir lei do piso, entramos com um mandado de segurança e no dia 20 de agosto a Justiça concedeu à categoria uma liminar favorável”, explicou José Feliciano, ressaltando que o pagamento desse reajuste é assegurado tanto pelo plano de carreira da categoria quanto por lei nacional. “O piso salarial nacional não deveria sequer ser discutido pelos prefeitos, porque quando se reajusta o salário mínimo todos os entes federados já sabem é uma obrigação a ser cumprida. Da mesma forma deveria ser o piso salarial nacional dos professores, mas infelizmente ainda há uma grande resistência por parte de muitos gestores, e em Cabrália não é diferente”, disse o dirigente sindical. “Nos anos anteriores também foi dessa forma, para conseguirmos que a lei fosse cumprida tivemos que fazer protestos e greves. Agora estamos há 17 dias em greve e não tivemos nenhum retorno da prefeitura”, acrescentou.

Por – Radar64

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