Servidor do INSS em MG é acusado de tingir cor de pele

Um servidor do INSS em Juiz de Fora, Minas Gerais, está sendo acusado de fraude no sistema de cotas de um concurso para técnico em seguro social no qual foi aprovado em 2016. Reportagem exibida ontem no “Fantástico” mostrou que Lucas Soares Fontes, de 24 anos, que tem pele branca e olhos claros, teria tingido a pele e usado lentes de contato escuras durante o processo seletivo e também posteriormente, ao prestar depoimento sobre o caso na Polícia Federal.

Desde 2014, o Brasil reserva 20% das vagas de concursos para cargos na administração federal para candidatos negros. Quando a lei foi criada, o critério era que os postulantes se autodeclarassem pardos ou pretos. O edital do concurso de que Lucas participou dizia que os candidatos deveriam enviar uma foto para comprovar o fenótipo de uma pessoa negra ou parda. A banca do Cebraspe, empresa que organizou o concurso, reconheceu que ele tinha, sim, o aspecto físico de negro, e Lucas começou a trabalhar em abril de 2017. Um ano e meio depois, uma denúncia anônima acusava fraude do servidor.

Em entrevista ao “Fantástico”, Lucas contestou as conclusões da Polícia Federal, disse ser conhecido como “moreno” e que a foto do concurso havia sido feita depois do verão. O Ministério Público Federal de Juiz de Fora disse à reportagem que “aguarda a conclusão do inquérito policial para decidir que providências tomar”.

Já o INSS afirma não ter dúvida de que ocorreu a fraude e o uso indevido da cota de negros. Disse ainda que Lucas deixará de ser funcionário da autarquia.

Por | G1

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