TEIXEIRA | Pai que adotou menina de dois anos encontrou gêmea da filha vive Dia dos Pais diferente

O Dia dos Pais neste domingo (9) é a primeira comemoração de Júlio Ramos como pai de duas irmãs gêmeas e de um menino de três meses. No ano passado, ele e sua esposa, a assistente social Ana Cristina, tinham adotado apenas uma das meninas. As duas, que foram separadas na maternidade. foram unidas novamente dois anos depois, em 13 de julho.

“Está sendo uma experiência boa, ficar em família, curtindo os filhos. É uma experiência nova e muito gostosa”, disse Júlio Ramos.

Alice e Aline nasceram em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, a mais de 700 km de Feira de Santana. Uma delas, Alice, nasceu com má formação da laringe e da traqueia e com apenas 27 dias de vida, foi encaminhada para o Hospital da Criança, em Feira. Com problema de saúde, Alice foi abandonada pela mãe, já Aline permaneceu com a família biológica.

Por causa da data comemorativa, a rotina do casal e dos filhos mudaram neste domingo. Os cinco vão passar o dia dentro de casa, por causa da pandemia da Covid-19, mas sem tantas obrigações.

“Em casa, a gente já acorda de manhã e dar um abraço em todo mundo, muito carinho, muita brincadeira, o dia hoje foi para isso. Hoje a gente colocou de lado as tarefas de casa, todas as obrigações para ficar cuidando dos filhos e curtindo eles”, contou o técnico de automação industrial.Em entrevista ao G1, Júlio Ramos contou que nunca pensou em ser pai de três filhos, mas que tem gostado muito da experiência.

“Eu não tinha ideia de ser pai de três, na verdade, a gente pensava em ter um filho, não tínhamos planos de adoção, mas quando você é pai, cada criança que vem, cada filho, você não se arrepende de forma alguma. Você só sente prazer, alegria e não abre mão deles”.

O casal que tem 10 de união, sabia que Alice tinha uma irmã gêmea, mas não sabia do paradeiro da criança.

“A gente já sabia que tinha Aline [uma das crianças], mas por ela ser saudável ela ficou com a família. Como eles [familiares] eram nômades a gente não sabia onde eles estavam. Quando concluímos a guarda provisória [de Alice] foi sinalizado, tanto pelo Conselho Tutelar quando pela Justiça, que se ela fosse encontrada e em situação em que precisasse ser institucionalizada, que a gente seria a primeira família a ser contatada porque o interesse da Justiça é manter as irmãs juntas”, conta Ana Cristina.
Após dois anos, a menina que estava com a família biológica também foi colocada para adoção. Em setembro de 2019, Ana Cristina descobriu que estava grávida de Pedro – hoje com três meses – e foi nesse mesmo período que ela ficou sabendo, por meio do Conselho Tutelar, que Aline, irmã de Alice, tinha sido encontrada e estava em um abrigo em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia.

Diante do caso, a família de Feira de Santana que já estava com uma das irmãs decidiu juntar as gêmeas na mesma família novamente.

“A minha relação com elas é de muito carinho, graças a Deus. Elas demonstram ter muita confiança em mim como pai e isso para mim é uma alegria. Eu tenho que dar todo apoio, suporte e cuidado que elas necessitam. A Aline, que é mais recente, ela demorou alguns dias para ter essa confiança, mas hoje, graças a Deus, já me chama de pai, já demonstra confiança, já pede auxílio quando precisa de alguma coisa e esse reconhecimento é muito bom”, disse o papai Júlio Ramos.

Fonte | G1Bahia

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