29 agosto, 2025
sexta-feira, 29 agosto, 2025

Segurança do Posto da Torre movimentava tráfico no coração de Brasília

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Imagem da operação

O coração de Brasília esconde segredos sombrios. Recentes investigações da 5ª Delegacia de Polícia desenterraram um esquema de tráfico de drogas que tinha como peça central um segurança patrimonial. Este indíviduo, que até pouco tempo atuava no famoso Posto da Torre, foi preso durante a Operação Iluminado. O local é conhecido por ser o berço da Operação Lava Jato, mas neste episódio, sua reputação foi maculada por um crime que tinha raízes profundas.

Tráficos, garotas de programa e usuários se misturavam na efervescente atmosfera do complexo comercial que circunda o posto, tornando-se um terreno fértil para o crime. O vigilante, Alexandre Oliveira de Almeida, 43 anos, era o responsável pela entrega de drogas, atuando sob a camuflagem da legalidade enquanto o tráfico pulsava em seu entorno.

Com a Polícia Militar sempre à espreita, Alexandre se apresentou como uma figura inconspícua. No entanto, sua ligação com Tiago Ribeiro da Silva, o verdadeiro chefão do tráfico, era profunda e perigosa. Tiago, armado e dominador, cimentou sua posição de poder até ser preso juntamente com Alexandre.

A operação

As investigações da Polícia Civil do DF visaram desmantelar o esquema que operava nas proximidades do Posto da Torre e do Setor Hoteleiro Sul. Cumprindo mandados de busca e apreensão em Guará e Santa Maria, as autoridades apreenderam substâncias ilícitas como anabolizantes, maconha, e equipamentos comumente usados em atividades de tráfico.

Os antecedentes criminais de Tiago, que incluem ofensas como posse ilegal de arma e estelionato, contrastavam com os registros limpos de Alexandre, mas ambos agora enfrentam consequências severas, com penas que podem variar de cinco a 15 anos de prisão, além de multas pesadas.

Posto da Lava Jato

O Posto da Torre, de propriedade do doleiro Carlos Habib Chater, foi marcado por delitos financeiros. Chater, condenado a quase 11 anos, viu seu estabelecimento se transformar em um ponto de movimentação obscura, gerenciando milhões em propinas entre 2007 e 2014. Era mais do que um simples posto de combustíveis; tornou-se um verdadeiro “caixa eletrônico da propina”.

Durante investigações da Polícia Federal, descobriu-se que o local havia gerido 375 contas bancárias e abrigava uma casa de câmbio que, até seu fechamento, era suspeita de lavar dinheiro de origem duvidosa. Assim, o Posto da Torre se tornou o símbolo de uma época de corrupção que ainda ecoa na história do Brasil.

O que você pensa sobre essa rede de crime em um local tão emblemático? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas reflexões sobre o impacto de escândalos como este na sociedade.

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