A edição mais recente da renomada revista britânica The Economist deu o que falar ao destacar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua capa. Reconhecida como uma referência privilegiada na análise econômica global, a publicação causou frisson no Brasil com sua representação provocativa.
Mas a forma como Bolsonaro foi retratado não foi exatamente elogiosa. Denominado de “Viking do Capitólio”, o ex-presidente aparece com o rosto pintado nas cores da bandeira brasileira, ao lado da provocativa manchete: “O que o Brasil pode ensinar para a América”. Essa ilustração remete ao emblemático Jacob Chansley, símbolo da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, mostrando um claro paralelo entre os contextos político e cultural dos dois países.
“Os dois países parecem estar trocando de lugar. Os Estados Unidos estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários. (…) Em contraste, mesmo com o governo Trump punindo o país por processar Bolsonaro, o Brasil está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia.” The Economist
A repercussão dessa capa revela um momento de reflexão não apenas sobre a figura de Bolsonaro, mas também sobre a atual situação política no Brasil. Afinal, a presença de um personagem tão controverso em uma publicação de tão alto prestígio internacional levanta questionamentos sobre a trajetória democrática do país.
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