
A economia brasileira enfrenta um cenário preocupante, com sinais claros de desaquecimento que começam a se manifestar. Em julho, o Brasil registrou a abertura de 129,7 mil vagas formais, o pior desempenho para o mês desde 2020, quando foram contabilizados apenas 108,4 mil postos. Essa marca representa uma queda alarmante de 32% em relação ao mesmo período de 2024.
No total acumulado até julho, foram geradas 1,347 milhão de vagas, um número 10,3% inferior ao que foi verificado no mesmo intervalo do ano anterior. Esses dados refletem a perda de dinamismo esperada para o segundo semestre, com o mercado de trabalho e o crédito revelando um caminho difícil pela frente.
Uma das preocupações centrais é a taxa de inadimplência no crédito livre das famílias, que passou de 6,3% para 6,5% entre junho e julho, atingindo o nível mais alto desde 2013. Quando ampliamos o foco para incluir famílias e empresas, notamos que esses índices estão nos patamares mais elevados desde 2017, um reflexo da pressão contínua provocada pelos juros, que hoje se encontram em 15% ao ano.
A decisão do Banco Central de manter a taxa Selic nesse nível elevado é parte de uma estratégia para conter a inflação, mas claramente tem gerado repercussões no mercado de crédito e na confiança dos brasileiros em suas capacidades financeiras.
Diante desse cenário desafiador, como você enxerga o futuro da economia brasileira? Quais soluções poderiam ser implementadas para reverter essa tendência? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias!