Justiça determina reintegração de posse em usina que teria elo com PCC

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Usina Carolo

Em uma reviravolta impactante, a Justiça paulista autorizou a reintegração de posse de 34 máquinas e equipamentos na Usina Carolo, localizada em Pontal, na região metropolitana de Ribeirão Preto. Essa usina, um dos principais focos da Operação Carbono Oculto, revelou-se um elo central em um esquema de crimes financeiros de proporções bilionárias.

Deflagrada em agosto por uma colaboração entre a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo, a operação investigação abrange lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e adulteração de combustíveis, com supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ordem judicial especifica a recuperação de seis colhedoras de cana-de-açúcar, 12 tratores, 12 transbordos e quatro caminhões, que foram alugados por um contrato de 60 meses, estimando-se que cada colhedora custe cerca de R$ 50 mil. Os pagamentos, que deveriam ocorrer entre maio e dezembro, não foram cumpridos, resultando em uma dívida acumulada em torno de R$ 8,5 milhões.

Os contratos de locação foram firmados sob a gestão da família Carolo, que aparece como devedora solidária nos documentos. Porém, à luz das investigações, o controle da empresa passou a ser exercido por Mohamed Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, “Beto Louco”.

Essa situação desnuda não apenas os problemas financeiros da Usina Carolo, mas também leva à reflexão sobre a profundidade das relações criminosas que atravessam o setor. O que mais pode ser revelado à medida que as investigações avançam? Queremos ouvir sua opinião: o que você acha que deve ser feito para combater essas práticas ilícitas?

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