Boric parabeniza Jara e Kast por 2º turno: “Democracia será como guia”

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Em um momento de grande expectativa, o presidente do Chile, Gabriel Boric, expressou suas congratulações a Jeannette Jara, ministra e candidata da esquerda, e José Antonio Kast, do Partido Republicano, pela passagem ao segundo turno das eleições presidenciais, agendadas para 14 de dezembro. Boric ressaltou a importância de um debate eleitoral “respeitoso e de alto nível”, reafirmando seu compromisso com a democracia que, segundo ele, deve ser o pilar na construção de um Chile mais livre e justo.

Com as urnas apuradas em 52,39%, Jara acumulava 26,58% dos votos, enquanto Kast seguia com 24,32%. O presidente destacou o papel fundamental das instituições e do povo que garantiram um processo eleitoral “ordenado e exemplar”. Ele elogiou o Serviço Eleitoral (Servel) como motivo de orgulho, além de agradecer aos mesários pelo seu trabalho durante todo o dia.

Boric afirmou que o Chile desfruta de uma “democracia saudável e robusta”, uma conquista que deve ser cuidada diariamente pelos cidadãos. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a democracia, aprimorar o papel fiscalizador do Congresso e buscar consensos que atendam ao interesse nacional. Ao telefonar para os candidatos assim que os resultados preliminares foram divulgados, ele pediu aos chilenos que votem “livremente e de forma informada” no segundo turno.

O líder chileno enfatizou a importância do diálogo, do respeito e do amor pelo Chile como elementos que devem prevalecer, superando quaisquer diferenças. “O Chile sempre se constrói de governo para governo, de geração para geração”, reforçou. Ele também abordou desafios enfrentados pelo país, incluindo a melhoria da saúde pública, o fortalecimento da educação e a ampliação do acesso equitativo aos serviços, além de garantir mais segurança aos lares.

Este segundo turno será crucial, uma vez que mais de 15,7 milhões de eleitores foram chamados às urnas. Esta eleição marca a primeira com voto obrigatório desde a redemocratização, e escolherá quem governará o país de 2026 a 2030. Além da presidência, parte do Congresso também será renovada, adicionando importância às questões de segurança pública, que dominaram a campanha diante do aumento da taxa de homicídios associado à migração.”

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