A Black Friday de 2023 promete ser histórica para o varejo brasileiro, com projeções que apontam um movimento impressionante de R$ 5,4 bilhões, superando recordes anteriores desde 2010. Se confirmadas, essas vendas representariam um crescimento de 2,4% em relação ao que foi registrado no ano passado.
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, destaca que, apesar do cenário econômico desafiador — com incertezas externas e um nível alarmante de endividamento familiar —, a expectativa é de um aumento nas vendas. Isso se deve a um câmbio mais favorável e ao baixo índice de desemprego, que impulsiona a atividade do varejo.
Os últimos 12 meses mostraram uma média de câmbio em relação ao dólar que recuou 8,3%, tornando o poder de compra do consumidor maior do que em novembro de 2024, quando o dólar estava cotado a R$ 5,80. Com um nível de desemprego historicamente baixo, há uma tendência de crescimento na atividade varejista.
Para 2025, a previsão é de que 68% das vendas se concentrem em setores como hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), seguido por eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário e acessórios também devem contribuir com R$ 0,95 bilhão, enquanto farmácias e cosméticos devem mover R$ 0,38 bilhão.
A CNC sublinha a relevância da Black Friday, que figura como a quinta data comemorativa mais importante para o comércio, atrás de datas como Natal e Dia das Mães. Analisando o mercado, a entidade realizou um estudo de preços de 150 itens em 30 categorias ao longo de 40 dias e concluiu que 70% das categorias apresentaram um elevado potencial de descontos.
Itens como papelaria, com queda de 10,14% nos últimos 40 dias, livros (-9,02%), joias e bijuterias (-9,01%) e artigos de perfumaria (-8,20%) estão entre os produtos que o consumidor pode adquirir com ótimos descontos. Com essa perspectiva de economia, quem está preparado para as compras? Compartilhe suas expectativas e experiências para a Black Friday nos comentários!