Jovem morto por leoa possuía transtornos mentais e 16 passagens pela Polícia

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Um dia trágico no zoológico de João Pessoa, na Paraíba, chocou a todos após um jovem de 19 anos, identificado como Gerson de Melo Machado, invadir a jaula de uma leoa. O incidente, que ocorreu durante o horário de funcionamento do parque, levantou grandes preocupações sobre a segurança do local. Com manobras arriscadas, Gerson escalou uma parede de mais de seis metros e contornou a grade de proteção, usando uma árvore como raiz para descer ao recinto proibido.

Imagens gravadas por visitantes mostram o momento angustiante em que o jovem desce da árvore, pouco antes de ser atacado pela leoa. O ataque se deu por volta das 10h da manhã, poucas horas após a abertura do zoológico. A leoa, que estava relaxando próximo ao vidro da área de visualização, percebeu a invasão e agiu rapidamente, puxando Gerson de volta para o recinto com um movimento ágil.

Apesar das tentativas de fuga, Gerson foi derrubado. O ataque resultou em ferimentos fatais, e ele morreu devido a um choque hemorrágico. Após o ocorrido, a leoa foi contida sem a necessidade de tranquilizantes, e um veterinário descreveu o animal como estressado, mas saudável, desmentindo rumores sobre sua possível eutanásia.

Gerson tinha um passado complicado, conhecido como “vaqueirinho da mangabeira”. Com uma infância marcada por transtornos mentais e passagens pela polícia, ele acumulou um total de 16 registros, sendo 10 deles quando ainda era menor. Sua trajetória foi acompanhada por conselheiras tutelares, que testemunharam sua luta por direitos em um lar desestruturado, vinda de uma mãe esquizofrênica.

Gerson também tinha uma fixação por leões e sonhava em domá-los, o que culminou em tentativas anteriores de se aproximar dos animais de formas perigosas. Ele até tentou invadir o aeroporto de João Pessoa na esperança de viajar para a África.

Este trágico episódio serve como um alerta sobre a complexidade que rodeia a saúde mental e a segurança em espaços públicos. É uma lembrança dolorosa de que, por trás dos números e das estatísticas, existem vidas e histórias que precisam ser contadas. O que você pensa sobre a segurança nos zoológicos? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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