No cenário atual de intensas discussões sobre como enfrentar a criminalidade no Brasil, uma afirmação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ressoou com força entre empresários: “A Força Nacional de Segurança é um mito.” Essas palavras, pronunciadas em um painel organizado pela Galapagos Capital, trazem à tona uma crítica contundente a um modelo que, segundo o ministro, falha em abordar as questões estruturais da segurança pública.
Mendonça, convidado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, expôs que a Força Nacional não passa de uma junção de policiais estaduais que atuam esporadicamente, sem, de fato, resolver os problemas de fundo. “Ela cria apenas uma sensação momentânea de segurança, mas não ataca o cerne da questão. O grande desafio é a falta de cooperação entre as diferentes corporações”, enfatizou.
A sua experiência na pasta da Justiça e Segurança Pública trouxe à tona uma realidade dura: as incessantes desavenças e desconfianças dificultam a colaboração necessária entre as instituições. Mendonça recordou uma tentativa frustrada de integrar esforços em São Paulo, quando se deparou com uma resistência típica: a percepção de que cada corporação deseja preservar sua competência e autonomia.
A proposta de uma Guarda Nacional Civil, recém-comunicada pela Fundação Perseu Abramo e apoiada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), surge como uma alternativa que visa substituir as Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). De acordo com o plano, a nova força, planejada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), deverá expandir os órgãos de segurança pública, criando uma instituição policial da União que atua especialmente nas fronteiras e na Amazônia Legal.
Essa nova abordagem promete um modelo mais coeso e abrangente, visando uma resposta efetiva aos desafios da segurança nacional. A reflexão do ministro e a proposta da Fundação Perseu Abramo geram um debate crucial: como podemos transformar a segurança pública em um verdadeiro pilar de proteção e desenvolvimento para todos os cidadãos?
E você, o que pensa sobre a proposta da Guarda Nacional Civil e as afirmações do ministro André Mendonça? Compartilhe sua opinião e vamos discutir juntos como podemos construir um futuro mais seguro!