2025 se destaca como o terceiro ano mais quente já registrado, revela estudo de observatório europeu

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Temperaturas Extremas

O relatório do observatório europeu Copernicus confirma um cenário alarmante: o ano de 2025 foi o terceiro mais quente da história, com a temperatura média global ultrapassando em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais. Cientistas alertam que a tendência de aquecimento parece irreversível e pode se tornar a norma nos próximos anos.

O AQUECIMENTO EXCEPCIONAL

As medições apontam que de 2023 a 2025, o planeta registrou temperaturas sem precedentes. De acordo com o chefe da unidade Copernicus, Mauro Facchini, “a urgência de agir em relação às mudanças climáticas nunca foi tão grande”. O aumento drástico nas emissões de gases de efeito estufa, especialmente em países como os Estados Unidos e na Europa, destaca a falta de um comprometimento eficaz para mitigar essa crise.

Em 2025, os recordes de calor foram notórios em várias regiões, com destaque para a Ásia Central e a Antártica. As condições extremas, como ondas de calor e ciclones devastadores, foram exacerbadas pelo aquecimento global, comunicou também a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo. “O acúmulo de gases de efeito estufa continua a elevar a temperatura global”, afirmou.

PREVISÕES SOMBRIAS PARA O FUTURO

As previsões para 2026 são igualmente preocupantes; especialistas indicam que pode ser um dos cinco anos mais quentes já registrados, mesmo em um contexto onde o fenômeno La Niña, que tradicionalmente resfria o clima, estava presente. O cientista Carlo Buontempo, do Copernicus, sugere que, independentemente do fenômeno, “a trajetória é muito clara” e a necessidade de ação é urgente.

Enquanto isso, a dependência por combustíveis fósseis continua a aumentar, ofuscando os esforços de redução das emissões. As políticas climáticas globais parecem paralisadas, e o tempo para reverter esse quadro é limitado. O chamado para uma ação coletiva e decisiva nunca foi tão necessário. Como você imagina o futuro do nosso planeta?

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