
A COBRA FUMOU!
Riscos de novo conflito global acendem alerta pelo mundo
Baependi, primeiro navio afundado pelo eixo no litoral baiano – Foto Arquivo Nacional
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã acendeu um sinal de alerta no Brasil. O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, declarou que o país deve “se preparar para o pior”. Um eco do passado, onde o Brasil já esteve imerso em combates internacionais, como exemplificado pela Segunda Guerra Mundial.
Durante o conflito, as embarcações brasileiras foram alvos no litoral da Bahia. Apesar da neutralidade inicial, o Brasil acabou se envolvendo após a ofensiva do Eixo, liderado por Adolf Hitler, que afundou vários navios no litoral baiano em 1942. Os ataques resultaram em 401 mortos, forçando o então presidente Getúlio Vargas a mudar sua postura.
A sequência de tragédias culminou em uma virada crítica: em agosto de 1942, após o afundamento de cinco navios, o Brasil declarou alinhamento com os Aliados, formando um laço mais forte com potências como o Estados Unidos e o Reino Unido.

Benito Mussolini e Hitler, líderes do Eixo | Foto: Arquivo Nacional dos EUA
Em agosto de 1942, à medida que os ataques se intensificavam, a pressão popular e política também crescia. “Ante o inegável ato de guerra contra o país, somos forçados a agir em defesa da nossa dignidade e segurança”, afirmou Vargas ao declarar o estado de guerra. A formalização desse alinhamento foi um divisor de águas para a política externa brasileira.
Na sequência, em 1943, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi criada, permitindo o envio de tropas para o conflito. Os primeiros soldados partiram para a Itália, levando consigo o lema provocativo: ‘A Cobra Vai Fumar’, um símbolo de resistência e determinação em tempos conturbados.

Getúlio Vargas e Roosevelt, durante encontro em Natal | Foto: Arquivo Nacional dos Estados Unidos
O foco atual do Brasil nas questões internacionais é igualmente crítico. Recentemente, em resposta aos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o governo brasileiro reiterou seu compromisso com o direito internacional, clamando por contenção e respeito aos tratados.
O eco da história nos lembra que, em tempos de tensões internacionais, a vigilância é fundamental. O que virá a seguir? Reflita e compartilhe sua opinião!