Assédio a médica em partida do Paulistão gera indignação: “Vem me examinar”

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A partida entre Comercial de Ribeirão Preto e Nacional foi marcada por um ato de violência inaceitável: no último sábado, torcedores assediaram sexualmente a médica da equipe visitante, Bianca Francelino. O jogo, válido pela Série A4 do Campeonato Paulista, foi interrompido quando um torcedor iniciou ataques verbais e gestos obscenos, fazendo comentários que reduziam a profissional a um objeto de desejo. Este episódio ocorrer na véspera do Dia Internacional da Mulher apenas intensifica a urgência da discussão sobre o assédio feminino no esporte.

“Doutora gostosa, vem aqui me examinar”, foram algumas das expressões chocantes reveladas por Bianca, que atendia ao seu primeiro jogo de futebol.
A interrupção foi provocada após o clamor de jogadores do Nacional, que se opuseram à atitude grotesca do torcedor. Sua ousadia chegou a ameaçar comportamentos ainda mais constrangedores, forçando uma intervenção policial que parecia ser o único recurso para restaurar a ordem.

Metrópoles

Médica é assediada sexualmente durante partida do Paulistão

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Médica é assediada sexualmente durante partida do Paulistão

Reprodução/Youtube/Paulistão

Médica é assediada sexualmente durante partida do Paulistão

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Médica é assediada sexualmente durante partida do Paulistão

Reprodução/Youtube/Paulistão

Confusão após torcedor assediar sexualmente médica do Nacional

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Confusão após torcedor assediar sexualmente médica do Nacional

Reprodução/Youtube/Paulistão

A médica Bianca Francelino

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A médica Bianca Francelino

Reprodução/Redes sociais

A médica Bianca Francelino

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A médica Bianca Francelino

Após a intervenção, a árbitra aplicou o protocolo de assédio, mas a médica, apesar do constrangimento, optou por continuar no jogo. “Eu estava lá para fazer meu trabalho”, disse Bianca, ressaltando que a situação não deveria impedi-la de exercer sua profissão. Contudo, a falta de ação eficiente em relação ao torcedor que se mantinha na arquibancada continua sendo uma sombra sobre a seriedade do incidente.

Bianca revelou seu medo de registrar um boletim de ocorrência devido à possibilidade de represálias. “A vulnerabilidade que enfrentamos é real. Isso não é só uma questão de um jogo, é uma luta constante”, afirmou, reforçando a dificuldade enfrentada por muitas mulheres em ambientes predominantemente masculinos.

A médica Bianca Francelino

A médica Bianca Francelino

Clubes e Federação Paulista se posicionam

Em nota oficial, o Nacional repudiou o episódio, descrevendo-o como “lamentável” e expressou total apoio à médica. “Esse tipo de atitude deve unir todos na luta contra a violência e desrespeito”, afirmou o clube. Já a Federação Paulista de Futebol, apesar das tentativas de contato, ainda não se posicionou sobre as medidas que poderiam ser adotadas para evitar tais incidentes no futuro.

É imperativo que ações concretas sejam tomadas para erradicar o assédio no esporte e assegurar que a igualdade de gênero seja respeitada. Que essa situação sirva de alerta e inspire mudanças. O que será feito para garantir a segurança e o respeito que todas as profissionais merecem? Comentários e reflexões são bem-vindos.

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