ESPETÁCULO CENSURADO
As apresentações acontecem nos dias 14 e 15 de março, com entrada gratuita

(esq.) Givaldo Oliver, Lene Nascimento e Marcos Dias interpretam Veludo, Neusa Sueli e Vado –
Em um cenário onde a arte é constantemente desafiada, a nova montagem de Navalha na Carne, do dramaturgo Plínio Marcos, promete causar impacto em Salvador. Com apresentações gratuitas nos dias 14 e 15 de março, no Teatro Martim Gonçalves, a peça reabre discussões sobre temas urgentes ainda atuais.
UM CLÁSSICO REVISITADO
Escrita em 1967, Navalha na Carne é uma obra marcante que retrata a dura realidade de personagens marginalizados. Segundo o diretor, Marcos Dias, a peça foi originalmente censurada durante a ditadura militar devido a sua linguagem crua e direta, explorando a vida de uma prostituta, um cafetão e um homossexual em um ambiente opressivo.
“Ela discute a violência que essas pessoas enfrentam diariamente, simplesmente por serem quem são”, enfatiza Dias. O enredo se passa em um quarto de pensão decadente, onde os conflitos entre os personagens se intensificam, fazendo do espetáculo uma experiência dramática imperdível.
UMA MONTAGEM ACADÊMICA IMPACTANTE
Produzida pela Escola de Teatro da UFBA, essa nova versão é resultado da disciplina Montagem I do curso de Direção Teatral, sob orientação do professor Luiz Marfuz. Em cena, a verdadeira intensidade dramática é trazida por Lene Nascimento, Givaldo Oliver e o próprio Marcos Dias, cada um capturando a essência de seus personagens.
A equipe é composta por talentos emergentes, com cenografia de Luiz Buranga e iluminação de Thelma Gualberto, criando um ambiente que torna a dramaticidade da peça ainda mais visceral.
Essa atualização de um clássico não é apenas uma revisão; é um testemunho da resiliência da arte frente à censura e à opressão. Não perca a oportunidade de testemunhar o renascimento de Navalha na Carne, uma obra que ainda ressoa com força nos dias de hoje. Compartilhe sua opinião e venha para esse espetáculo transformador nos dias 14 e 15 de março!