
A prisão do tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar sua esposa, a soldado Gisele Alves, com um tiro na cabeça, acendeu um debate explosivo sobre a impunidade e a cultura machista nas forças armadas. O policiamento em São José dos Campos, São Paulo, prendeu o ex-oficial na quarta-feira (18/3), e a repercussão chegou até a jornalista Fabíola Correa, que não escondeu sua revolta ao noticiar o caso.
Desabafo com impacto
Durante uma transmissão ao vivo, Fabíola expressou sua indignação, afirmando que Geraldo se via como um “rei supremo”: “Vou parar de chamá-lo de tenente-coronel, pois foi essa patente que o fez sentir-se acima da lei”. Sua fala ressoou com a dor de muitas mulheres que ainda enfrentam a brutalidade do feminicídio, um crime que frequentemente é suavizado por discursos de ódio e desprezo pela vida feminina.
“Reinou ali a maldade, a covardia e a falsa certeza da impunidade”, disse Fabíola, enfatizando a necessidade de caráter e justiça.
Enquanto celebrava a prisão, Fabíola alertou que ainda há muito a ser feito: “Fiquei feliz, mas o tapinha nas costas me trouxe de volta à realidade. Precisamos combater as atitudes de criminosos como Geraldo”, destacou, reafirmando seu papel ativo na luta pela justiça e igualdade.
O crime e suas consequências
As investigações revelaram que o crime ocorreu após uma discussão no apartamento do casal em São Paulo no último 18 de fevereiro. Apesar de negar os fatos, Geraldo tornou-se réu por feminicídio e fraude processual, com a Justiça Militar decretando sua prisão preventiva após alterações na cena do crime que buscavam simular um suicídio.
Essa trágica história ilustra não apenas a brutalidade do ato, mas a necessidade urgente de mudanças na forma como a sociedade lida com casos de violência doméstica. O que será feito para que situações como essa não se repitam? É hora de agir e refletir.
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