
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 14 de abril a audiência de acusação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Acusado de obstrução de Justiça e coação no transcorrer do processo, Eduardo enfrenta um momento crucial que pode definir seu futuro político.
A sessão, que ocorrerá por videoconferência mesmo que Eduardo não compareça, envolve a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Defensoria-Geral Federal como observadores. A gravidade das acusações é refletida na decisão do STF em aceitar a denúncia da PGR, enfatizando os interesses políticos e familiares que, segundo a alegação, se sobrepõem à coletividade.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltou que Eduardo Bolsonaro tentou submeter os interesses da nação a agendas pessoais, um comportamento que vem sendo denunciado desde as interferências que o ex-deputado buscou nos Estados Unidos, visando sanções contra autoridades brasileiras.
O relator do caso, Moraes, apontou que há evidências substantivas e indícios de que Eduardo atuou deliberadamente para desestabilizar processos que deveriam servir ao bem público, transformando sua posição em uma alavanca para seus próprios interesses.