O índice Stoxx 600 encerrou março com uma desvalorização de cerca de 7%, registrando o pior desempenho mensal em quase quatro anos, conforme levantamento da CNBC. No entanto, as bolsas europeias mostraram uma reação surpreendente, fechando em alta nesta terça-feira (31). A recuperação foi impulsionada pela expectativa de uma trégua militar no Oriente Médio, após indicações da Casa Branca sobre o fim das operações contra o Irã.
Otimismo no Mercado Apesar da Tempestade
Essa recuperação se manteve mesmo após o Irã declarar que empresas americanas se tornariam “alvos legítimos” na região do Golfo a partir de 1º de abril. O FTSE 100 em Londres registrou alta de 0,48%, Frankfurt viu o DAX subir 0,31%, enquanto o CAC 40 em Paris avançou 0,57%. Em Milão, o FTSE MIB teve um aumento de 1,11% e o Ibex 35 de Madri cresceu 0,63%. Esses números indicam um apetite por risco nas bolsas, mesmo em meio à crescente tensão geopolítica.
Por volta das 12 horas (de Brasília), o exército iraniano atacou alvos como a Siemens e a AT&T, além de centros de telecomunicações em Israel, levando às ações da Siemens a subir cerca de 0,5%, de acordo com cotações preliminares. A notícia sobre a possível pacificação das hostilidades também pressionou os preços do petróleo, sinalizando um movimento otimista entre os investidores.
Curto Prazo ou Tempestade à Vista?
O Deutsche Bank analisou que esse clima de otimismo pode aumentar o apetite por risco no mercado, enquanto o Julius Baer advertiu que a guerra entre EUA e Israel deve seguir um padrão geopolítico habitual, provocando um breve, mas intenso aumento nos preços da energia. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, levantou questionamentos sobre a durabilidade das consequências econômicas, em uma videoconferência do G7.
Para a Capital Economics, um aumento modesto nos juros pelo BCE pode ser inevitável, caso a inflação se mantenha acima da meta. A leitura preliminar de março do CPI já atingiu 2,5%, uma aceleração em relação aos 1,9% do mês anterior.
No setor corporativo, os papéis da Unilever caíram 6%, após anúncio de negociações com a McCormick para fusão em seu negócio de alimentos. Na Dinamarca, a Novo Nordisk viu uma leve queda de 0,1% após lançar um programa de assinatura para medicamentos contra obesidade.
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