Selic em 14,50%: descubra quais FIIs oferecem dividendos superiores ao CDI

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Fundos Imobiliários em Alta

Após o último corte da Selic para 14,50% ao ano, o mercado observa um contraponto intrigante: alguns fundos imobiliários (FIIs) estão conseguindo oferecer um dividend yield (DY) superior ao CDI, criando uma nova dinâmica de competitividade com a renda fixa. No entanto, essa lista é restrita e merece atenção.

Fundos Imobiliários que Superam o CDI

Um levantamento do InfoMoney e da Economatica destacou 11 FIIs com DY projetado acima do CDI, filtrando aqueles que mantiveram um retorno total positivo nos últimos 12 meses. Essa seleção revela a resiliência de certos fundos, que continuam a prosperar mesmo em um cenário desafiador. Por exemplo, o Cartesia Recebíveis (CACR11) apresenta um impressionante DY de 19,53%, se mostrando uma escolha atraente para investidores em busca de retorno.

Perspectivas e Desafios do Mercado

Apesar de o Ifix estar próximo de romper a barreira dos 4 mil pontos, especialistas ainda enxergam espaço para crescimento. A gestora Isabella Almeida, da Rio Bravo, alerta que o desconto médio nas cotas dos FIIs é de 10%, podendo chegar até 30% em fundos de tijolo. Contudo, a Selic elevada pode atrasar uma reprecificação significativa no setor, como ressalta Marx Gonçalves, da XP.

Na lista, predominam os fundos de papel, que se beneficiam diretamente da taxa elevada de juros. Curiosamente, a presença de dois fundos de tijolo — BPML11 e GZIT11 — com DY acima do CDI demonstra uma aplicação estratégica que vai além dos números, enfatizando distribuições extraordinárias ocorridas nos últimos meses. O BPML11, por exemplo, distribuiu R$ 10,13 por cota em dezembro de 2025.

Entretanto, setores como os de fundos de papel demandam um olhar mais crítico. O CACR11, mesmo liderando em DY, passou por turbulências que destacam o risco envolvido na concentração de ativos. Assim, muito além de simplesmente avaliar o DY, a qualidade da gestão e a saúde da carteira tornam-se imperativos para a sustentabilidade a longo prazo.

A análise do DY deve servir como um ponto de partida para decisões. Identificar o que é sustentável frente a eventos pontuais torna-se essencial para investir de forma efetiva. Em suma, a escolha dos FIIs não é apenas uma questão de números; demanda uma compreensão aprofundada de gestão e risco.

E você, o que pensa sobre as oportunidades e desafios no setor de fundos imobiliários? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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