Itamaraty critica o tratamento “humilhante” imposto por Israel a ativistas

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O governo brasileiro expressou forte indignação nesta quarta-feira (20/5) ao condenar o tratamento brutal dispensado por autoridades israelenses aos ativistas da Flotilha Global Sumud, que foi interceptada no Mediterrâneo enquanto se dirigia à Faixa de Gaza. O Itamaraty classificou a conduta como “degradante e humilhante”.

Em um comunicado oficial, o Brasil repudiou a detenção dos ativistas em águas internacionais e demandou a libertação imediata dos detidos, incluindo quatro brasileiros. O Itamaraty destacou que Israel deve manter respeito aos direitos humanos conforme acordos internacionais, denunciando as ações como ilegais.

Entenda o Caso

A indignação do governo brasileiro se intensificou após a divulgação de um vídeo em que o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, aparece maltratando os ativistas. No registro, os detidos estão ajoelhados, com as mãos amarradas e a cabeça no chão, enquanto o hino nacional israelense toca em volume alto.

Este evento gerou uma forte reação internacional, com críticas de governos de nações como Espanha, Itália e França. A flotilha, composta por cerca de 430 ativistas de 40 países, tinha como objetivo enviar ajuda humanitária ao povo palestino, desafiando o bloqueio naval imposto por Israel.

Metrópoles

Críticas de Netanyahu

O próprio primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou o comportamento de Ben-Gvir, afirmando que não se alinha aos valores de Israel, mas justifica a necessidade de evitar a chegada de embarcações que, segundo ele, estão associadas a “apoiadores terroristas do Hamas”.

Entre os brasileiros detidos estão a advogada de direitos humanos Ariadne Teles, a militante Beatriz Moreira, a desenvolvedora de software Thainara Rogério e o pediatra Cássio Pelegrini, que estão previstos para serem deportados. Esta situação não apenas marca uma crise diplomática, mas reflete uma batalha por direitos que deve ser amplamente debatida.

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O momento é crítico e urge que a comunidade internacional se posicione. A repercussão deste tratamento inaceitável à dignidade humana nos convoca a discutir mais amplamente a situação na Faixa de Gaza e exigir responsabilidade por parte das autoridades envolvidas. O que você pensa sobre isso? Deixe seus comentários!

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