Investigação aponta ligação da facção com sequestro e tortura de motorista por aplicativo. Mandados foram cumpridos dentro e fora do conjunto penal.
A Polícia Civil da Bahia intensificou o combate ao crime organizado em Eunápolis e realizou uma grande ofensiva contra um grupo criminoso apontado como responsável por uma série de delitos violentos na cidade. A Operação Libertatis, coordenada pela 1ª Delegacia Territorial, teve como principal objetivo desarticular uma organização suspeita de envolvimento em homicídios, torturas, extorsões, desaparecimentos e ocultação de cadáveres.
As investigações ganharam força após o sequestro e a tortura de um motorista por aplicativo de 33 anos, resgatado pelas forças de segurança em março deste ano. Segundo a apuração policial, os envolvidos nesse episódio seriam os mesmos integrantes de uma espécie de “tribunal do crime”, estrutura criminosa que atuava de forma sistemática em diversos bairros do município.
Com apoio estratégico da Polícia Militar, as equipes cumpriram mandados judiciais nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Centauro, Antares e Juca Rosa. Neste último, um suspeito de ligação direta com a facção foi localizado e detido durante a operação.
Outros dois acusados, apontados como participantes dos crimes praticados contra o motorista, receberam novas ordens de prisão dentro do Conjunto Penal de Eunápolis, onde já cumpriam pena por outras infrações penais.
Durante as diligências, os agentes apreenderam aparelhos celulares e computadores, materiais que serão submetidos à perícia técnica para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros crimes praticados pela organização.
Apesar dos avanços, quatro alvos com mandados de prisão em aberto não foram encontrados e passaram a ser considerados foragidos da Justiça. De acordo com o delegado Manoel Vieira, as investigações continuam para localizar os suspeitos e dimensionar a atuação da facção nos últimos anos em toda a região.
