A Copa do Mundo de 2026 se inicia nesta quinta-feira, marcada por polêmicas e inovações. O Estádio Azteca, na Cidade do México, será o palco do jogo inaugural entre México e África do Sul, às 16h (de Brasília). Esta edição, a primeira com 48 seleções, promete um torneio ainda mais dinâmico e extenso, com 104 partidas e novos desafios para os jogadores e equipes.
Nesta edição, as seleções competem em 12 grupos de quatro times. Para avançar, os dois melhores de cada grupo e as oito melhores terceiras colocadas seguirão para a fase eliminatória. O formato de mata-mata foi revisto, criando um total de 495 combinações possíveis para os confrontos, o que aumenta a complexidade do torneio.
O Brasil, guiado por Carlo Ancelotti, está no Grupo C, junto com Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia da seleção pentacampeã ocorrerá no MetLife Stadium em East Rutherford, contra os marroquinos, conhecidos por sua caminhada histórica na última Copa. A grande final do torneio acontecerá também neste estádio no dia 19 de julho.
O evento de abertura no Azteca contará com homenagens aos campeões anteriores e performances de artistas como Shakira e Burna Boy. Os árbitros brasileiros Wilton Pereira Sampaio, Bruno Pires e Bruno Boschilia estarão no comando do jogo inaugural, implementando novas regras destinadas a acelerar o jogo e reduzir interrupções.
Logisticamente, coordenar uma Copa do Mundo em três países é desafiador. Para minimizar a distância entre as cidades-sede, a FIFA dividiu os locais em regiões leste, central e oeste. No entanto, alguns times terão que viajar consideravelmente entre estados.
Entre os favoritos, estão França, Portugal, Inglaterra e Argentina. O torneio também poderá ser histórico para astros como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa, que poderão igualar o recorde de seis participações em Copas do Mundo.
Com a previsão de altas temperaturas, a FIFA adotou pausas para hidratação durante os jogos e reviu regras sobre entrada de bebidas nos estádios. Tempestades também são uma preocupação e protocolos de segurança foram implementados para garantir a segurança durante os jogos ao ar livre.
O clima político em torno do evento é tenso, especialmente com a relação próxima entre a FIFA e o presidente Donald Trump. O relacionamento incluiu apoio mútuo, mas também polêmicas, como a deportação de um árbitro e a rigorosa revisão de imigração que os participantes têm enfrentado.
Críticas também surgem em relação ao preço dos ingressos, que variam de acordo com a demanda, e o custo do transporte para os jogos, que dispararam em alguns casos. A situação no México, com protestos e aumento da violência, traz um ar de incerteza, embora o evento permaneça como uma grande vitrine do futebol mundial.
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