A proporção de servidores do Executivo Federal brasileiros envolvidos em trabalho remoto cresceu 24% em pouco mais de um ano. Em janeiro de 2025, eram 86 mil vínculos, e em abril deste ano, esse número saltou para 106 mil. Os dados, divulgados pelo Ministério da Gestão de Inovação (MGI) e analisados pelo Metrópoles, revelam um panorama da nova realidade laboral no setor público.
Essas estatísticas, no entanto, se referem a vínculos e não ao número total de servidores. É importante notar que, por exemplo, um professor universitário pode estar listado como servidor vinculado a diferentes órgãos, o que pode dar uma ideia exagerada da quantidade real de servidores trabalhando remotamente. A análise foca no grupo de aproximadamente 140 mil servidores que aderiram ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que permite a flexibilidade de trabalho, afastando a obrigatoriedade de controle de ponto e permitindo que os funcionários trabalhem de forma presencial, híbrida ou totalmente remota.
Atualmente, 144 mil vínculos estão sob o PGD, em um contexto onde o funcionalismo federal conta com 564.363 servidores civis ativos, excluindo os militares. Em janeiro de 2025, a quantia de vínculos foi de 442 mil, evoluindo para 445 mil em abril. Ao analisar os dados, observa-se que a porcentagem de vínculos em regime remoto passou de 20% para 24% no período.
Dentro do PGD, o trabalho híbrido foi a forma que mais cresceu, aumentando 31%, de 53 mil vínculos em janeiro para 73 mil em abril. Em contrapartida, os vínculos de trabalho presencial diminuíram, caindo 9%, de 43 mil para 39 mil. Essa mudança de cenário reflete a adaptação do serviço público às novas demandas do trabalho moderno.
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