Augusto Lima não obstruiu investigações, afirmam aliados do ministro do STF André Mendonça
19/06/2026 02:00
, atualizado 19/06/2026 09:24
No cenário judicial atual, o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, não enfrentou a mesma situação de prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF. A decisão ocorreu na quinta-feira (18/6) e, segundo membros do gabinete de Mendonça, a Polícia Federal não solicitou a prisão de Lima em seu relatório.
A ausência de fundamento no Código de Processo Penal para justificar uma prisão preventiva foi destacada por interlocutores da PF. Ao contrário de Vorcaro, que foi acusado de tentar obstruir a Justiça, Lima não apresentou indícios similares. Documentos apreendidos durante a operação não apontaram tentativas de atrapalhar as investigações.
Lima, natural da Bahia, já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mas foi liberado posteriormente, utilizando tornozeleira eletrônica. A investigação atual alega que ele auxiliou na compra de carteiras do Banco Master pelo BRB, mantendo relações próximas com Jaques Wagner, também alvo da PF.
Defesa de Augusto Lima
A defesa de Lima criticou as ações da PF, considerando-as desnecessárias, pois o banqueiro estava disponível para esclarecimentos há seis meses. Os advogados ressaltaram que Lima sempre atuou dentro da legalidade, com transparência e em conformidade com as normas do sistema financeiro e da administração pública.
Por meio de um comunicado, a defesa reafirmou a transparência nas ações do cliente e lamentou a condução das investigações, que poderiam ser feitas de maneira menos gravosa. A expectativa agora é por um desdobramento que traga à tona as verdadeiras circunstâncias envolvendo o caso Master.
Você o que pensa sobre essa situação e as implicações legais envolvendo Augusto Lima? Compartilhe suas opiniões nos comentários.