O Brasil projeta cerca de 12,2 mil novos casos de leucemia anualmente entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esses dados ressaltam a vitalidade do diagnóstico precoce, que pode aumentar consideravelmente as chances de tratamento eficaz da doença, que pode se manifestar rapidamente ou permanecer assintomática por longos períodos.
A leucemia, um câncer que ataca as células sanguíneas, origina-se na medula óssea, onde são produzidas as células de sangue. O problema surge quando essas células se multiplicam descontroladamente, prejudicando o funcionamento do corpo.
Sintomas da leucemia
Os primeiros sintomas costumam ser vagos, podendo ser confundidos com outras condições comuns, o que pode atrasar o diagnóstico. O hematologista Jayr Schmidt Filho enfatiza a importância da conscientização sobre esses sinais.
“Identificar alterações no sangue o quanto antes é crucial para iniciar um tratamento eficaz”, pontua o especialista.
Entre os principais sintomas que devem levar à investigação médica, destacam-se:
- Cansaço persistente e dificuldade para respirar;
- Fraqueza e sonolência excessiva;
- Febre sem motivo aparente;
- Manchas roxas pelo corpo;
- Sangramentos prolongados;
- Perda de peso inexplicável.
Sinais adicionais a considerar
Algumas doenças hematológicas, como anemias crônicas, podem apresentar sintomas extras, incluindo palpitações e formigamento nas extremidades, especialmente se associadas à deficiência de vitamina B12. Mesmo que nem toda alteração indique câncer, sintomas persistentes devem ser discutidos com um profissional de saúde.
Avanços nos tratamentos
Nos últimos anos, a onco-hematologia evoluiu, ampliando as opções de tratamento. Abordagens como terapias-alvo e tratamentos celulares, como o CAR-T Cell, têm mostrado resultados mais personalizados e eficazes para diversos tipos de leucemia.
“A onco-hematologia vive uma revolução; agora conseguimos oferecer tratamentos mais precisos que proporcionam resultados antes impensáveis”, observa Jayr Schmidt Filho.
A importância do hemograma
Apesar dos avanços tecnológicos, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo essenciais. Exames de rotina, especialmente o hemograma, têm um papel fundamental na identificação de alterações sanguíneas nas fases iniciais da doença.
“Embora uma anemia nem sempre esteja relacionada ao câncer, qualquer alteração persistente deve ser investigada. O hemograma é um exame simples e acessível, frequentemente o primeiro passo para avaliação”, conclui o médico.

