Uma emenda parlamentar, indicada pelo deputado federal Paulo Bilynskyj, destinou R$ 160 mil à empresa de Karina Ferreira da Gama, que dirige a produtora Go Up Entertainment e está à frente do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse repasse faz parte de um valor total de R$ 1 milhão destinado ao Instituto Máximo Realiza, que organizou um campeonato do jogo “Free Fire” em São Paulo.
O Instituto recebeu a emenda ao orçamento de 2024, mas o pagamento foi realizado apenas em setembro de 2025, após um contrato com o Ministério do Esporte. A contratação da GO7 Assessoria, de Karina da Gama, ocorreu em outubro do mesmo ano para a coordenação do evento. Segundo a ONG, todas as contratações foram feitas de maneira transparente e seguindo as normas exigidas.
O campeonato, que aconteceu entre 6 e 21 de dezembro e contou com 600 participantes, teve suas contratações anunciadas em um relatório enviado ao Ministério do Esporte. O deputado Bilynskyj se defendeu afirmando que apenas destinou o recurso público de acordo com os procedimentos legais e que a execução da obra foi exclusivamente da ONG.
Em nota, Bilynskyj declarou que o uso do recurso foi respeitado e que não teve nenhuma influência sobre as contratações feitas pela entidade beneficiária. Karina da Gama confirmou que a GO7 foi contratada de forma regular e que as atividades de sua produtora são independentes do projeto, tendo suas gestões separadas.
Recentemente, a produtora de Karina e o Instituto Conhecer Brasil, de que ela também é presidente, foram alvos de operações da Polícia Civil de São Paulo, que investiga possíveis fraudes envolvendo licitações com a Prefeitura. Há suspeitas de que recursos tenham sido desviados para a produção do filme “Dark Horse”.
Este caso levanta questões sobre a transparência em relação ao uso de recursos públicos e a conexão entre empresas privadas e a administração pública. O que você pensa sobre essa relação entre emendas parlamentares e o setor privado? Deixe seu comentário!