Vivi Fernandez reflete sobre transformações na televisão e o impacto da internet
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Vivi Fernandez, uma figura icônica da televisão brasileira das décadas de 1990 e 2000, falou sobre como as mudanças na indústria do entretenimento influenciam a relação dos artistas com o público. Em entrevista, a atriz destacou que a maior transformação se dá na maneira como os artistas constroem suas trajetórias, tendo a internet democratizado o acesso à fama.
“Na minha época, a televisão era a grande vitrine. Você precisava conquistar seu espaço aos poucos, e o público esperava a semana inteira para te ver. Hoje, as redes sociais democratizaram muito esse acesso”, afirmou Vivi, acrescentando que o foco atual não é mais apenas na concorrência pelo espaço, mas pela atenção dos espectadores.
Mudanças na carreira
Para Vivi, a internet abriu novas oportunidades, permitindo que talentos emergentes se destacassem. No entanto, ela defende que a autenticidade ainda é fundamental em um mercado saturado. Ao invés de ficar presa a um único formato, como muitos artistas sugerem, ela acredita em uma jornada de experiências diversificadas, que incluem teatro, televisão, dublagem e podcasts.
“Permanecer relevante não é seguir tendências, mas continuar aprendendo e tendo coragem de abraçar novos desafios”, ressalta.
Fases da carreira
Vivi também comentou sobre como os artistas frequentemente são lembrados por apenas uma fase de suas carreiras. “A sociedade avançou bastante, mas ainda precisamos valorizar a mulher pelo talento e pela liberdade de fazer suas próprias escolhas”, disse ela, enfatizando que, mesmo com progressos, a luta contra os rótulos persiste.
Fora das telas, ela deseja que as pessoas conheçam sua versão mais simples: uma mulher que ama a família, busca aprender e se dedica a novos desafios.
Mulheres na mídia
Outro ponto levantado por Vivi foi a evolução na representação feminina na mídia. Embora as mulheres tenham ganhado mais espaço, ainda enfrentam cobranças relacionadas à aparência e comportamento. “Hoje falamos muito mais sobre respeito e limites. Antes, muitas situações eram normalizadas, mas agora há mais apoio e coragem para denunciar”, conclui.