A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro continua, alcançando seu terceiro dia sem perspectiva de solução. Em meio à paralisação, a Justiça estabeleceu que ao menos 80% da frota de ônibus deve estar circulando. Para mitigar os efeitos sobre a população, concessionárias de trem e metrô intensificaram operações.
O Rio Ônibus informou que cerca de 1.500 coletivos estão em circulação e as empresas buscam garantir o transporte público, conforme exigido judicialmente. A SuperVia planeja adicionar 30 viagens extras durante o dia, aumentando a frequência dos trens em horários de pico. O MetrôRio também está se preparando para ampliar a oferta de composições, caso a demanda cresça.
Na tentativa de encontrar uma solução, uma audiência de conciliação foi realizada, mas não resultou em acordo. O sindicato patronal responsabilizou o Sindicato dos Rodoviários pelas dificuldades em manter o percentual mínimo de operação, alegando que as escalas não foram adequadamente comunicadas aos motoristas.
Os rodoviários lutam por uma melhoria nas condições de trabalho e remuneração. As reivindicações incluem um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para aqueles que dirigem veículos articulados, além de um vale-alimentação de R$ 1 mil. Eles também pedem benefícios como plano de saúde, jornada de trabalho de 5×2, e a troca de contratos temporários por vínculos CLT.
Atualmente, a proposta das empresas parece distante das expectativas dos trabalhadores; o salário dos motoristas de ônibus convencionais, por exemplo, subiria apenas de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Portanto, a negociação continua sem um desfecho à vista, com um novo encontro agendado para a próxima segunda-feira.
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