A Farm, marca carioca que se destacou no varejo brasileiro, está buscando intensificar sua presença global. Em entrevista ao InfoMoney, o CEO Fábio Barreto revelou que a empresa foi assessorada pelo Banco Morgan Stanley S.A. para explorar alternativas estratégicas que valorizem a marca ‘Farm Rio’. Apesar de não haver decisões ainda, a movimentação impactou as ações do grupo, que cresceram 10% após o anúncio.
Avaliada em R$ 3,7 bilhões, a Farm teve uma receita líquida de R$ 3,4 bilhões em 2025, com mais de R$ 1 bilhão proveniente de operações internacionais. Barreto destacou a importância da marca, que se diferencia do restante do portfólio da Azzas 2154 (AZZA3), e comentou sobre o crescimento acelerado da operação internacional, que superou as expectativas.
A presença da Farm no exterior não se limita a copiar o modelo brasileiro. A marca desenvolveu coleções exclusivas para mercados como Estados Unidos e Europa, buscando se conectar genuinamente com as comunidades locais. “O mundo não precisa de mais roupas; precisa de novas perspectivas, e isso é o que o Brasil oferece”, explicou Barreto.
Metade do faturamento internacional já vem do e-commerce, e a Farm mantém um centro de distribuição nos EUA. Barreto enfatizou que as lojas físicas são fundamentais, funcionando como “portais mágicos” que ajudam a engajar o público, reforçando a imagem da marca. Atualmente, a farm possui sete lojas permanentes nos EUA e está expandindo na Europa, com pontos fixos em Londres e Paris, além de pop-ups em destinos de verão como Mykonos e Saint-Tropez.
A história da expansão internacional da Farm começou há mais de uma década. Parcerias estratégicas, como a de 2014 com a Adidas, ajudaram a marca a se tornar uma vitrine global, enquanto o vínculo com a Anthropologie ampliou o entendimento do mercado americano. Essas experiências foram cruciais para aprimorar a operação e desenvolver coleções adaptadas aos diferentes mercados.
Fundada em 2001 por Marcello Bastos e Kátia Barros, a Farm enfrentou desafios significativos, quase falindo em seus primeiros anos. A criatividade foi a chave para a sobrevivência, levando à primeira pop-up store em Búzios, que ressuscitou o negócio. Apesar das fusões e aquisições subsequentes, a identidade criativa da marca se manteve, com os fundadores ainda ativos no dia a dia da operação.
Olhando para o futuro, Barreto acredita que a Farm ainda está apenas no início de sua jornada. Com um foco renovado na Ásia, onde a percepção sobre o Brasil é promissora, ele vê oportunidades para apresentar a cultura brasileira de maneira autêntica e inovadora. “O mundo está ansioso para aprender mais sobre o Brasil, e temos essa história para contar”, conclui.
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