Os Estados Unidos estão considerando a implementação de uma sobretaxa de 25% sobre as exportações brasileiras, o que pode impactar cerca de 4,1 mil produtos e resultar em perdas de até US$ 14,9 bilhões. Essa informação foi divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e coincide com o início das audiências públicas americanas para discutir a medida.
Entre os produtos que podem enfrentar essa sobretaxa estão:
- ferro-gusa não ligado;
- açúcar bruto;
- álcool etílico;
- molduras de madeira;
- hidróxido de alumínio.
Ricardo Alban, presidente da CNI, criticou a proposta, destacando que ela não se justifica nos âmbitos jurídico, econômico e estratégico. Ele defende que o caminho ideal para manter uma relação forte entre os dois países é através do diálogo e da cooperação.
O governo brasileiro tem até 15 de julho para negociar com os EUA e evitar a aplicação da sobretaxa. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) alega que o Brasil adota práticas econômicas desleais em questões como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual. Em resposta, o governo brasileiro contestou essas alegações formalmente.
Vale destacar que o governo do Brasil decidiu não participar ativamente das audiências públicas, mas representantes da embaixada em Washington estarão presentes para monitorar o evento.