O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) está realizando a primeira audiência pública sobre uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. A sessão acontece em Washington nesta segunda-feira, 6 de outubro, e contará com a participação de aproximadamente 40 organizações e empresas de ambos os países, com continuidade até terça-feira, 7.
Entre as organizações brasileiras participantes, destacam-se a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a fabricante de aviões Embraer. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também está inscrito para participar da audiência.
Iniciada em 15 de julho de 2025, a revisão das práticas comerciais brasileira pelos EUA abrange áreas como comércio eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Cada participante terá até cinco minutos para apresentar seus argumentos, tanto a favor quanto contra as tarifas. Após essa apresentação, os representantes do USTR poderão fazer perguntas adicionais para esclarecer pontos específicos.
Investigação
A investigação do USTR está amparada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, que possibilita ao governo investigar práticas comerciais de outros países que possam ser consideradas desleais. No início de junho, o governo brasileiro foi notificado sobre a investigação e contestou os argumentos que defendem a imposição de tarifas sobre suas exportações, afirmando que suas práticas comerciais não prejudicam os Estados Unidos e suas empresas.
Em um documento enviado ao USTR, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil solicitou que os EUA evitem a adoção de medidas unilaterais enquanto a investigação sucede. O governo brasileiro destacou a dificuldade do USTR em estabelecer um vínculo jurídico entre atos ou políticas específicas do Brasil e quaisquer ônus ao comércio dos EUA, considerando as conclusões do USTR desproporcionais às escolhas soberanas do Brasil.
A audiência é um momento crucial para o diálogo entre as nações e pode influenciar o futuro do comércio entre Brasil e EUA. O que você acha sobre essa proposta de tarifa? Deixe seu comentário!