Na manhã do dia 9 de julho, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em colaboração com a Receita do DF, lançou a Operação Rota dos Metais. O objetivo foi desarticular um grupo criminoso envolvido em fraudes tributárias, utilizando empresas de fachada e emitindo notas fiscais falsas. A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em diversas regiões, incluindo o DF, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins, além do sequestro de R$ 126,3 milhões em bens dos envolvidos.
A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), que faz parte do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), coordenou a ação. As investigações revelaram que a organização utilizava várias “noteiras”, registradas em nomes de laranjas, sem funcionários e sem movimentação financeira. Mesmo assim, estas emitiam milhões em notas fiscais até que fossem bloqueadas pela Receita, momento em que novos CNPJs eram criados.
Dois esquemas independentes, mas com modus operandi similar, foram identificados. Ambos envolviam empresas do DF que emitiam notas para empresas fictícias no Tocantins, que posteriormente repassavam as notas a outras empresas em diferentes estados, conferindo uma aparência de legalidade às operações.
Na primeira rota do crime, 26 empresas de fachada emitiram R$ 389,5 milhões em notas fiscais entre julho de 2021 e junho de 2022. Destes, 94% das operações eram relacionadas a cobre, e nenhuma empresa apresentava notas fiscais compatíveis com o volume comercializado, sendo a principal destinatária uma empresa de São Paulo do setor de fios e cabos elétricos.
Na segunda rota, 22 “noteiras” foram responsáveis por R$ 51,8 milhões em notas fiscais, majoritariamente relacionadas à venda de sucatas de cobre, alumínio e ferro. Os documentos eram normalmente enviados para outra empresa fictícia no Tocantins, que redistribuía as notas para empresas em vários estados.
As investigações ainda revelaram que um mesmo operador utilizava diferentes certificados digitais para emitir notas em curtíssimos intervalos, evidenciando um controle centralizado da fraude.
A operação conta com o suporte de 37 policiais civis do DF, com a colaboração das polícias civis dos outros estados envolvidos. Os suspeitos poderão enfrentar acusações de organização criminosa, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Qual sua opinião sobre essa operação? Deixe seus comentários! Sua interação é muito importante para nós.
