Mobilidade urbana: como avaliar as opções de transporte nas grandes cidades

Tempo gasto, custo no orçamento e conforto: o que levar em conta ao optar pelo modal que se encaixa melhor dentro dessas variáveis

Compartilhe

Transporte público, carro próprio, moto, carro por assinatura, transporte por aplicativo, bicicleta ou a pé. São muitas as opções para locomoção nas grandes cidades. Mas, apesar de serem várias, todas possuem um lado positivo e outro negativo. O acesso, os custos, a disponibilidade, o trânsito em si, o conforto, entre outros fatores, pesam na hora da escolha.

O impacto da mobilidade urbana nas despesas do orçamento

O tempo despendido nos trajetos e o gasto certamente figuram entre as principais variáveis levadas em conta pelos cidadãos. Afinal, é um fato que a mobilidade urbana passa por graves crises, principalmente nas metrópoles. Geralmente, quanto mais rápido e menos custoso for o meio de transporte, melhor.

Por essa razão, o transporte público é quase sempre a primeira escolha de quem mora nos grandes centros. Composto por ônibus e, por vezes, metrôs e BRTs, o transporte público costuma ter uma cobertura maior da malha territorial. Contudo, devido ao investimento insuficiente, pode sofrer com atrasos e falta de carros, principalmente nos horários de pico.

Por outro lado, é mais barato e seguro que o transporte individual por carro ou moto, por exemplo. Embora esta seja uma solução bastante adotada, o carro sofre com o trânsito cada vez maior das metrópoles e tem um custo elevado. Já a moto, embora seja mais rápida e com custo menor, oferece pouca segurança para os condutores.

A solução motorizada individual, pelo menos em São Paulo, revela números altíssimos. São quase 10 milhões de veículos, entre automóveis, motos, caminhonetes e camionetas, ou seja, quase um veículo por habitante, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito. Esse número é reflexo do incentivo dado ao transporte individual, em detrimento do transporte público.

O custo final varia de cidade para cidade. Em levantamento do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, um trajeto de casa para o trabalho e vice-versa na cidade custa R$ 22,80 por dia, feito via carro, e R$ 9,80 por dia, com transporte público. Ou seja, o custo mais do que dobra.

A transição cultural da posse para o uso dos bens

Manter um carro próprio também significa mais custos. Se comprado zero, a depreciação leva parte do valor gasto, sendo um custo oculto significante. Além disso, há custos fixos e variáveis, como:

  • parcelas, caso seja financiado;
  • IPVA;
  • licenciamento;
  • seguro, 
  • estacionamento; 
  • desgaste dos componentes e sua manutenção.

Quando somados, acabam pesando no orçamento da maioria das famílias.

Uma mudança cultural tem mudado esse panorama, porém. Hoje, ter a posse do veículo já não importa tanto assim, como há algum tempo atrás. Isso porque novos modelos de uso estão se sobressaindo. No conceito batizado de economia de partilha, ter acesso a um bem é mais relevante do que tê-lo como sua propriedade.

Modelos alternativos de acesso a veículos particulares

Nesse sentido, opções como a de carro por assinatura têm ganhado espaço. Por meio de uma assinatura, o motorista pode ter um carro zero à sua disposição, além de vários benefícios inclusos, como manutenção, seguro e socorro 24 horas, além de nenhuma preocupação com burocracias, como pagamento de taxas e documentação.

O preço da assinatura é fixo, ou seja, há uma maior previsibilidade de custos. Assim, evitam-se os custos com depreciação, documentação e seguro. No mais, também se revela um aliado do consumo consciente, por reduzir o tempo ocioso do veículo ao reaproveitá-lo em outras frotas, diminuindo também o impacto ambiental.

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Canaltech
O Itamaraju Notícias está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe as principais notícias da região

Mais para você