Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à presidência, enfrenta desafios para conquistar apoio de outros partidos para a eleição de outubro. Recentemente, o Republicanos se juntou a União Brasil e Progressistas em rejeitar qualquer aliança com o político, acentuando sua dificuldade de articulação dentro da direita.
Desde que foi escolhido como pré-candidato por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio já passou por diversos contratempos. Sua trajetória política tem sido marcada por dissensões e uma série de revezes, tanto pessoais quanto profissionais, antes mesmo do início formal da campanha.
Flávio viu três partidos, incluindo União Brasil, Progressistas e Republicanos, afirmarem que não apoiarão sua candidatura no primeiro turno. A Federação União Progressista, que une as duas primeiras siglas, deixou clara sua posição ao se antecipar e divulgar sua ausência de interesse em se aliar a Flávio.
Fator Ciro Nogueira
Um dos pontos que acentuou a falta de apoio foi a ruptura da aliança entre Flávio e Ciro Nogueira, senador do Progressistas. Antigamente cotado para uma vice, Nogueira paralisou as negociações em resposta ao tratamento que recebeu de Flávio, especialmente após ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
Em 2022, o Progressistas havia apoiado Jair Bolsonaro na corrida à reeleição, mas agora essa base de apoio parece frágil diante das divisões internas.
Republicanos e vaga no STF
O Republicanos reafirmou sua posição e também negou um suposto acordo que visava indicar Marcos Pereira, presidente nacional da sigla, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa negativa reforça a falta de unidade no apoio à candidatura de Flávio, que se desfaz ainda mais na medida em que alianças se desintegram.