Nota do governo brasileiro é impecável. Até agora, Lula não errou. Os súditos de Trump e uma “lenda urbana verdadeira” sobre a China
O novo tarifaço e o que está em jogo nas ordens brasileira e mundial

O governo brasileiro fez uma resposta contundente à nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos, que afeta 59 países, incluindo o Brasil e a União Europeia. Essa medida é vista como uma injustiça, especialmente levando em conta que os EUA lideram as importações sob suspeita de exploração do trabalho.
A esta altura, não é possível que vocês já não saibam que o país que lidera as importações sobre as quais pesam algumas suspeitas nessa área são os EUA — o que não é, do ponto de vista puramente matemático, surpreendente, dado o tamanho de sua economia.
O protecionismo defendido por Donald Trump utiliza argumentos de interesse público para respaldar políticas que beneficiam lobbies específicos. Enquanto isso, o gigante chinês Xi Jinping observa, provavelmente divertindo-se com a situação, sabendo que a visão ocidental subestima a resiliência chinesa.
A famosa “fake news” que circula sobre a Revolução Francesa, trazida à tona por Harry Kissinger, reflete como percepções errôneas podem ser perpetuadas. Durante a histórica visita de Nixon à China, Zhou-Enlai desafiou os interlocutores a refletirem sobre o tempo e como um evento tão grande pode ser interpretado de maneiras variadas.
O FATO: Chas Freeman, o interprete norte-americano, revelou depois que Zhou-Enlai havia entendido que a pergunta se referia à revolta de 1968 dos estudantes franceses — que estava, diga-se, coalhada de maoístas.
Enquanto isso, a visão de que a China é lenta para reagir está se provando equivocada. Os EUA, sob a liderança de Trump, parecem cada vez mais perdidos em sua abordagem, enquanto a aparente paciência chinesa dá espaço para estratégias mais bem estruturadas.
E poderíamos estar todos aqui a lamentar, afinal de contas, o que se perderá no que respeita à democracia, aos direitos humanos, aos valores individuais. Mas quê… A verdade é que há hoje mais liberdade de crítica nas universidades chinesas do que nas americanas.
A estratégia brasileira permanece focada no combate à exploração laboral tanto nacional quanto internacionalmente. Em contrapartida, a extrema direita no país se alinha com interesses que precedem os direitos do trabalhador.
A esta altura, até Paulo Skaf, da Fiesp, deve saber que o governo fez o que estava a seu alcance para impedir os tarifaços.
A resposta do governo aos tarifaços reflete uma postura mais global, mostrando que o Brasil está atento e ativo no combate às injustiças comerciais impostas por Trump. Ao mesmo tempo, as alianças políticas interna têm suas nuances, levantando questionamentos sobre a integridade da política local frente às interferências externas.
Reciprocidade nos negócios internacionais requer cautela, mas é vital que se busque caminhos mais inovadores e estratégicos para lidar com as crises da atualidade. Este é um momento que pede reflexão e debate aberto.