Somam dez anos a aprovação da lei de “Contribuição de iluminação pública” pela câmara dos deputados, que institui a cobrança da taxa, que deverá ser destinada ao funcionamento do serviço oferecido ao cidadão.
A lei é muito questionada no município de Itamaraju, onde ruas são vítimas da escuridão parcial e em alguns casos total.
Os motivos que levam as situações são desconhecidos, mas em muitos alegam falta de licitações, desconhecimento dos pontos sem iluminação ou critérios variados. Certo é que os cidadãos convivem com essa realidade, somada ao aumento da criminalidade devido ao problema.
Moradores receosos e cansados de solicitar a Secretaria de Obras, tomaram uma atitude diferente. Eles decidiram comprar o equipamento para reparar e garantir a iluminação das ruas Oiapoque e Ribeirão do Ouro, ambas localizadas no bairro Marotinho.
A realidade foi modificada com a iniciativa do gerente de vendas Jailson Souza e de um grupo de moradores, que compartilhavam do sofrimento e temor em transitar por ruas escuras naquela localidade. Inconformado, disseram que vão propor uma ação judicial coletiva, cobrando o ressarcimento dos valores gastos, além das taxas pagas, sem o serviço atendido.
Comparando a realidade, como pode se ver no vídeo acima mostrando o serviço de iluminação em Mucuri, é possível perceber que a escuridão no município itamarajuense pode ser motivado pela falta de vontade em fazer o que deveria ser feito. As iniciativas noutras cidades vizinhas adotam políticas diferentes contra “as trevas”, apenas fazendo cumprir os direitos dos cidadãos.