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Ala do PP reclama de má condução na indicação de Fufuca e afirma que governo não ganha nada com o político em ministério

Um grupo de parlamentares do Progressistas (PP) não está nada satisfeito com a indicação do deputado federal André Fufuca (PP-MA) ao Ministério do Esporte. Segundo quadros ouvidos pelo site da Jovem Pan, a escolha do então líder da sigla na Câmara dos Deputados não foi conversada como deveria dentro da legenda. A ida de Fufuca, de acordo com um deputado crítico à gestão Lula, não foi debatida com profundidade. O novo ministro, diz um integrante da cúpula, ainda foi aconselhado por correligionários a não assumir a pasta. Há, ainda, quem atribua o aceite de Fufuca à articulação do ministro da Justiça, Flávio Dino – no Maranhão, onde Dino foi governador por dois mandatos, o PP era seu aliado. A corrente majoritária da bancada, no entanto, reconhece que a costura passou pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de quem Fufuca é aliado. Por ora, há pelo menos uma definição: quando for empossado, o novo ministro precisará se licenciar de suas funções partidárias.

Na avaliação desta ala do PP, a entrada de Fufuca no ministério não deve beneficiar o governo Lula, que tinha expectativa de que o gesto garantisse mais votos do partido para as pautas em debate no Congresso Nacional. Eles afirmam que é difícil que a legenda consiga entregar mais votos do que os cerca de 35 que já vinha entregando, pois um grupo da legenda faz oposição orgânica ao Palácio do Planalto. Em alguns casos, como na eventual tramitação da reforma administrativa, pode haver maior aderência do partido, na avaliação dos partidos ouvidos pela Jovem Pan. Mas, muitos acreditam que a medida pode, inclusive, ter efeito contrário, fazendo com que aqueles que vinham votando em favor das pautas do governo deixem de ser favoráveis. Este movimento ganharia força se a cúpula do Progressistas, capitaneada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, adotar diretrizes para dificultar a vida de parlamentares com inclinação governista. Sob reserva, um deputado do PP que tem votado com o governo Lula na Câmara resume o sentimento do grupo simpático ao Planalto: “Ministério não muda voto, consolida quem já era [pró-governo]”.

Entre os deputados da base, o recado por trás da reforma ministerial é mais importante do que a quantidade de votos que o governo poderá conquistar com as entradas de Fufuca e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) no primeiro escalão. “A entrada não implica necessariamente em voto. A conta não é essa. O que nós queremos é dialogar com o centro democrático e isolar os radicais, aqueles que negam a democracia e a ciência. O foco é dialogar com o centro e isolar os radicais”, disse ao site da Jovem Pan o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), um dos vice-líderes do governo na Câmara. Com a minirreforma ministerial, os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) assumem, respectivamente, os ministérios do Esporte e de Portos e Aeroportos. Com isso, a ex-atleta Ana Moser deixa o Esporte, enquanto o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) será remanejado para o Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que será criado. Na prática, o anúncio oficializa a entrada do Centrão no primeiro escalão da administração petista. A ideia é garantir ao Planalto mais votos, em especial na Câmara dos Deputados, onde PP e Republicanos têm, respectivamente, 49 e 41 deputados. Fufuca e Costa Filho devem tomar posse após o retorno de Lula da reunião do G20, na Índia.

 

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