InícioEditorialPolítica NacionalApós desentendimento com Haddad, Lira adia nova reunião sobre arcabouço fiscal

Após desentendimento com Haddad, Lira adia nova reunião sobre arcabouço fiscal

Segundo Cláudio Cajado, relator do projeto de lei complementar, encontro ficou para a próxima segunda-feira; apesar de ministro ter tentado colocar panos quentes, declarações sobre a Câmara criaram ruído

FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO – 06/07/2023

Arthur Lira ficou incomodado com frases de Fernando Haddad sobre o poder da Cãmara

O relator do novo arcabouço fiscal, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou que a discussão do arcabouço fiscal ficará para a semana que vem. A reunião dos líderes da Câmara, o presidente Arthur Lira e Cajado estava marcada para esta segunda-feira, 14, mas foi adiada após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter ficado insatisfeito com críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad à atuação da Casa parlamentar. A nova reunião será no dia 21 de agosto. “Se não houver novos percalços, acreditamos que na próxima segunda, às 19h, aqui na Residência Oficial, ao lado do presidente Arthur Lira e dos líderes partidários, que consensualizaram que deveríamos colocar a pauta do arcabouço para a próxima segunda-feira, dia 21, para fazermos a reunião que seria ontem, no intuito de exaurirmos as dúvidas. Além dos líderes, de minha pessoa, como relator, e do presidente Arthur Lira, vamos convidar os técnicos consultores legislativos da Câmara e do governo para tirarmos dúvidas e chegarmos a um consenso sobre o texto”, disse o relator.

Cajado não descartou a votação do marco fiscal na semana que vem, mas afirmou que não existe um compromisso para a apreciação do seu relatório. “Ainda não existe o compromisso de calendário. Feito para essa reunião na próxima segunda-feira, nós vamos consensualizar todo o texto e, a partir daí, a pauta de quando entrará em votação no plenário será definida pelo colégio de líderes e pelo presidente. Pode ser que seja na próxima segunda, já definida a pauta terça ou quarta-feira da semana que vem. Essa decisão caberá aos líderes”, disse Cajado.

Assim como o próprio Haddad e outros integrantes do governo, ele minimizou a discordância entre Lira e o ministro da Fazenda. Segundo o deputado do União Brasil, não é algo determinante para o adiamento da votação do novo marco fiscal. O deputado baiano afirmou que a votação foi adiada por conta de outras pautas, como a escolha de membros para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Essa é uma questão superada [Lira e Haddad]. O que aconteceu foi que existe uma pauta extensa de matérias a serem deliberadas na Câmara, e os líderes acharam conveniente avançar nessas pautas. Inclusive, com a votação do CNJ, do CNPM (Conselho Nacional de Política Mineral)”, justificou o relator. “Não creio que haja mal-estar. O protagonismo da Câmara tem sido evidenciado há mais de dez anos, mas, na minha opinião, o Poder Judiciário tem tido protagonismo maior que o próprio congresso”, complementou.

Ao marcar presença na reunião de líderes, Cajado desmarcou uma reunião com Fernando Haddad e a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Apesar dos panos quentes colocados por diversos membros do governo, nos bastidores, a declaração de Haddad não pegou bem e foi determinante para adiar a reunião. O ministro convocou uma entrevista coletiva na noite de ontem para explicar desentendimento e admitiu que o pedido para esclarecimentos foi do próprio Arthur Lira.

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