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Após encontro com Lula, Haddad afirma não impor dificuldades para liberação de emendas parlamentares

Presidente e ministro da Fazenda alinharam os discursos da área política e econômica do governo para garantir a boa vontade de deputados e senadores nas votações do Congresso Nacional

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto de arquivo do dia 28 de novembro de 2022 mostra Fernando Haddad chegando para participar das reuniões de transição de governo no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília

Para garantir a boa vontade de deputados e senadores nas votações do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto pretende sinalizar a liberação de recursos em emendas para o Legislativo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer ter certeza de que isso é possível e, por causa disso, consultou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para alinhar os discursos da área política com a área econômica. Em entrevista à Jovem Pan News, Haddad se comprometeu a não impor dificuldades na liberação de emendas parlamentares e lembrou inclusive que este foi um compromisso firmado no ano passado com o Congresso para a aprovação da chamada PEC da Transição: “Deixei claro para o presidente de que o orçamento está liberado, por parte da Fazenda. Nós estamos com um cronograma de desembolso absolutamente rigoroso, em relação ao decreto que o Tesouro e a SOF assinaram no começo do ano. E, do ponto de vista da Fazenda, temos tranquilidade para a área política fazer seu trabalho”.

“Tem emenda individual, que é de execução obrigatória, tem as emendas de bancada e o chamado RP-2. Tudo somado, você está falando de mais de R$ 40 bilhões”, declarou Haddad. Nesta terça-feira, 2, antes de se reunir com o ministro da Fazenda, Lula também se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). O chefe de Estado afirma que tenta não se envolver em assuntos do Congresso Nacional porque a negociação é sempre muito complicada. Nesta semana, quando haverá a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), cresce a pressão para que Lula indique os novos diretores do banco. Segundo o Ministério da Fazenda, a atribuição é do presidente da República e os nomes devem ser anunciados em breve. Já Haddad se prepara para embarcar ao Japão na semana que vem, onde acontece a reunião do G7. Existe a expectativa de Lula também ir ao encontro, mas sua participação ainda não está confirmada.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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