InícioEditorialEsportesApresentado, Léo Condé quer Vitória agressivo: 'Tem que propor o jogo'

Apresentado, Léo Condé quer Vitória agressivo: ‘Tem que propor o jogo’

O Vitória começou a temporada sob bastante expectativa, após o acesso à Série B em 2022. Mas o começo do ano vem sendo abaixo do esperado. Até aqui, o Leão está fora da zona de classificação do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste. Os resultados frustrantes causaram a saída do técnico João Burse. Agora, a aposta é que Léo Condé resolva o problema.

O treinador terá que correr contra o tempo, principalmente no estadual. O comandante estreia neste domingo (12), contra o Jacuipense, pela 8ª e penúltima rodada do Baianão. O rubro-negro é o 5º colocado, com 10 pontos, a dois de distância do Itabuna, que fecha o G4.

No Nordestão, a pressa é menor, mas a situação também preocupa. O time é o penúltimo colocado no Grupo A, com um ponto conquistado apenas, após um empate e uma derrota. Ainda há seis rodadas a serem disputadas, mas é preciso mostrar resultado logo.

Apresentado nesta sexta-feira (10), Condé falou sobre a pressão por bons resultados urgentemente. “É claro que a gente tem que tentar otimizar, o máximo possível, o pouco tempo que vamos ter de treino. Em cima de treinamento, de vídeos, de observações. Claro que a gente está visualizando lá na frente, mas não podemos esquecer do presente”, afirmou.

“Até porque a gente quer, é possível, e vamos lutar sim pela classificação nas duas competições”, completou.

Léo Condé foi questionado sobre o estilo que prefere, e prometeu uma equipe “equilibrada”. O treinador disse que quer ver o Vitória propondo o jogo, e falou o que espera do time com e sem a bola.

“Procuro ter minhas equipes jogando sempre de forma equilibrada. Equipe que, sem bola, jogue compacto, bem agrupado, que sabe os momentos de pressionar um pouco mais o adversário, os momentos de marcar no bloco médio, esperar um pouco mais e explorar os possíveis espaços que o adversário pode ceder. Com a bola, gosto que minha equipe jogue, que tenha a posse de bola”, adiantou.

“Gosto de minhas equipes no campo de ataque. Claro, temos que entender os momentos do jogo. Vitória tem que propor o jogo, vamos tentar implementar isso na equipe. Claro que leva tempo. Não só meu trabalho, mas as características dos atletas”.

Presidente do clube, Fábio Mota também participou da entrevista coletiva, e garantiu que Condé, de 44 anos, foi a primeira opção do Vitória. Segundo o dirigente, a ideia era ter um ‘técnico jovem, de ideias jovens’.

“O Vitória buscou no mercado um treinador jovem, de ideias jovens, de metodologias novas. É assim que a gente vem, desde quando assumimos o clube, e tem dado certo. Para nossa alegria e orgulho, Léo aceitou nosso convite. Era nossa primeira opção, deixar bem claro. De imediato, ele se identificou e aceitou o convite. Será, sem sombra de dúvidas, nosso treinador até o fim da temporada”, disse Mota.

Reforços e Série B
Ainda na coletiva, Léo Condé deixou claro que, apesar de ir em busca das classificações do Vitória no Campeonato Baiano e na Copa do Nordeste, o principal objetivo do Vitória no ano é a Série B, e conquistar a vaga na elite do futebol brasileiro.

O treinador, aliás, bateu na trave do acesso duas vezes, ambas pelo Sampaio Corrêa. Em 2020, esteve à frente da equipe que terminou na 6ª colocação, a quatro pontos do G4. Já no ano passado, comandou a Bolívia Querida na campanha que ficou com a 5ª posição, mais uma vez a quatro pontos da zona de classificação.

“Em relação à Série B, é uma competição que bati na trave duas vezes. Acredito que, com toda a estrutura que o Vitória oferece, e com o apoio do torcedor, a gente pode, sim, entrar como uma das equipes postulantes ao acesso. A gente sabe da responsabilidade e do potencial que o clube tem de brigar nessa prateleira de cima”, garantiu.

A disputa por um possível acesso à Série A, porém, inclui trazer mais reforços para o elenco.

“Vamos tentar o quanto antes encaixar a equipe, dentro da minha maneira de trabalhar. Mas também, junto com o presidente, com a diretoria de futebol, vamos discutir nomes de atletas, de elenco, para buscar chegar na Série B. Claro que as competições do primeiro semestre são muito importantes, mas o foco principal é chegar estruturado para a disputa de uma competição tão difícil que é a Série B”, afirmou o novo técnico do Vitória.

Condé não entrou em detalhes sobre os possíveis reforços. Mas disse que já fez a primeira avaliação sobre o elenco e que, em breve, irá identificar as necessidades.

“Está tudo muito recente, estou me inteirando do elenco. Acompanhei alguns jogos, junto com o departamento de análise. Os próximos jogos também vão me ajudar a me inteirar do elenco. Alguns jogadores eu já tive a oportunidade de trabalhar, casos de Léo Gamalho no Goiás e Guilherme Lazaroni no Novorizontino. Muitos outros já enfrentei. A gente vai ter esse entendimento nos próximos dias. O segundo ponto é identificar as necessidades. Isso vai ser discutido internamente. Série B é uma competição muito longa, 38 rodadas. Mais do que ter um bom time, temos que ter um bom elenco”, falou.

O treinador também fez questão de elogiar seu antecessor, João Burse. E adiantou que irá aproveitar algumas das ideias deixadas pelo ex-comandante.

“Trocas de treinador são naturais, acontece, já passei por isso também. João fez um grande trabalho, ajudou o time a subir para a Série B. O início deste ano não foi como o esperado, mas claro que existem coisas boas e que, com certeza, vamos aproveitar. Vamos tentar aproveitar o que já foi feito, mas já colocando algumas ideias, aquilo que eu penso”.

Veja outros trechos da entrevista de Léo Condé:

Por que optou pelo Vitória?
Quando eu saí do Sampaio Corrêa, não renovei o contrato, a gente fica sempre na expectativa de ser chamado por um clube onde possa crescer na carreira. A gente sabe o que o Vitória representa para o futebol brasileiro, tem história. Quando o presidente fez o convite, fiquei muito satisfeito e feliz com essa responsabilidade e oportunidade. Nesse momento de carreira, eu tinha, sim, a expectativa de dirigir um dos grandes clubes do futebol brasileiro, e esse grande clube foi o Vitória. Vou procurar trabalhar bastante, dentro daquilo que eu penso e gosto no futebol, e o que é o Vitória. Vamos trabalhar muito, dia e noite, para buscar soluções e fazer uma equipe consistente dentro dos jogos e competições.

Erros do Vitória na temporada
Isso é algo que a gente discute internamente, o que observei. Até por questão ética, a gente tem que ter cuidado. De fora, é totalmente diferente avaliar. A partir de hoje, vou ter esse contato direto com os jogadores. Acompanhei, fiz sim algumas avaliações, tem coisas boas. Mas também tem margem para acrescentar nessa equipe.

Força em casa
É uma série de fatores aceitar o convite de determinado clube. O Vitória tem uma torcida apaixonada, presente. A gente sabe a força, já vim jogar contra aqui. Com certeza, é uma satisfação enorme dirigir uma equipe com essa torcida. A gente espera fazer um Vitória forte aqui dentro do Barradão, como sempre foi. A gente quer fazer valer o fator casa. Lá no Sampaio, a gente tinha como adversário as viagens muito longas, desgastantes, as logísticas. Aqui é um pouco mais ameno. Pensando na briga pelo acesso, temos que ser fortes em casa e fora também.

Divisão de base
Não tenho a menor dúvida. Eu trabalhei muitos anos nas categorias de base do América-MG e do Atlético-MG, gosto de trabalhar com jogadores jovens também. Acho que essa mescla de jogadores experientes e jovens dá certo. O Vitória, por toda sua história e tradição de revelar grandes jogadores, vamos tentar sim resgatar isso. Vamos acompanhar de perto o trabalho da base. Mas não só subir os jogadores por subir. Eles precisam também mostrar que estão prontos para vestir a camisa do time principal. É todo um processo, importante até para não queimar os jogadores. 

2022 x 2023
O torcedor, no ano passado, viveu um momento de euforia com o acesso. Gera uma expectativa grande. Mas está passando por um processo de reconstrução do clube. Isso não é da noite para o dia. Claro que todos esperam que os resultado venham o mais rápido possível, mas nem sempre as coisas acontecem da forma que a gente espera. São processos. Cabe a gente trabalhar, passar tranquilidade para os atletas. Ao mesmo tempo cobrar o que for preciso. Não fugir da responsabilidade, mas tudo com equilíbrio. Buscar fazer uma equipe competitiva, jogar, mas sabendo que estamos visualizando lá na frente.

É o maior desafio de sua carreira?
O momento turbulento é algo que acontece, natural. Já passei por isso em outros momentos. Temos que entender primeiro o elenco, as competições. Olhar, planejar lá na frente, mas sem esquecer do presente. Então é trabalhar bem. Vou colocar minhas ideias para os jogadores. Aproveitar o que tem aqui, tem coisas boas. Mas colocar também minhas ideias. São muitos jogos em um curto intervalo. Sei como são as coisas, são 23 anos fazendo isso já. Vamos otimizar ao máximo o pouco tempo disponível, trabalhar, para fazer a equipe voltar a vencer.

Desempenho físico preocupa?
Olha, como eu falei, existe uma questão ética. E também eu estava de fora, não sei tudo que está sendo feito. Mas posso garantir que tem coisas boas aqui. Agora é sentar com os departamentos para alinhar da melhor forma. Não dá para fazer análises isoladas de questão física, questão tática, individual do atleta. Tudo caminha junto para que a equipe possa fazer um jogo intenso o tempo inteiro. Uma equipe que joga em transição no bloco baixo precisa de jogador rápido para fazer a transição, mas nem sempre tem jogador com essas características. Tenho que primeiro me inteirar da equipe. Gosto de equipes equilibradas, que, dentro do jogo, têm a bola, que jogam agrupado para tirar espaço para o adversário.

Plataforma de jogo
Hoje, mais que a plataforma de jogo, é o modelo de jogo. Tem treinadores que gostam de times mais reativos. Eu não sou muito adepto. Mas, às vezes, tem que se adaptar às características dos jogadores que você tem. Depende muito do que você tem em mãos. Como eu falei no início, gosto das minhas equipes jogando de forma equilibrada. Cada partida tem sua estratégia. Mas pode ter certeza que vamos ter uma equipe organizada, o quanto antes. Naturalmente, tentando propor mais o jogo. Gosto de minhas equipes em linha de quatro. Mas é possível, sim, criar variações.

Conversa sobre Wellington Nem?
Isso ainda não, vamos conversar também. São questões discutidas internamente. Não sei como está esse processo. Sei que é um bom jogador, já tive oportunidade de enfrentar algumas vezes, jogando contra.

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