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Brasil a 1 passo de liderar soluções de emergência climática

Regulamentação do mercado de carbono contribuirá para que país atue na reversão do risco global

É preciso criar oportunidades econômicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Shutterstock

por Ieje 23.abr.2024 (terça-feira) – 6h00

A ciência nos alerta, de forma inequívoca, sobre os riscos sociais e econômicos da devastação das florestas e da emergência climática. São dados e catástrofes tão reais que tornaram inadiável que governos se mobilizem na formulação de políticas públicas que englobem um olhar permanente às desigualdades sociais, aliadas à preservação do meio ambiente, para, desta forma, estabelecer um desenvolvimento econômico sustentável.

O Brasil possui uma riqueza natural que é essencial para o futuro da vida na Terra, detém a maior biodiversidade do planeta, com mais de 60% do seu território preservado, a matriz energética mais limpa do mundo, além de ter criado no último ano diversos órgãos do governo federal dedicados às políticas públicas verdes. O país tem a honra de abrigar a maior parte da floresta Amazônica, que desempenha papel fundamental para o equilíbrio do clima no planeta. Com rica biodiversidade e tecnologias inovadoras, possui todos os atributos para liderar a transição global da economia tradicional para a economia verde.

A urgência de uma transição fica evidenciada pelos eventos climáticos recentes, indicando que o futuro da humanidade depende da nossa capacidade de reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa e de preservar os biomas e as florestas nativas que funcionam como sumidouros de carbono. No Brasil, presenciamos em 2023 mais de 1.000 desastres climáticos, grandes devastações com inúmeras vidas perdidas e milhares de pessoas desabrigadas, principalmente por causa de inundações e deslizamentos de terra, fatos sem precedentes que estão relacionados às mudanças do clima.

Ao redor do mundo, eventos naturais extremos causaram mais de R$ 1 trilhão de prejuízos financeiros em 2023. As cifras superam a média de perdas dos últimos 10 anos, segundo estimativas da companhia de resseguros Munich Re. Com milhares de mortes, o ano de 2023 foi também o mais fatal em termos de desastres naturais das últimas décadas.

Nesse sentido, é urgente reverter os danos ambientais e acelerar estratégias de desenvolvimento sustentável.

O Senado Federal teve o mérito de iniciar a tramitação do projeto de lei 2148/2015, que regulamenta o mercado de carbono. A pauta, que foi enviada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), posteriormente, recebeu contribuições na passagem pela Câmara dos Deputados –com relatoria do deputado federal Aliel Machado (PV-PR)– que não modificaram a essência da matéria.

Com a liderança de ambos, teremos uma legislação adequada, sendo prioridade do Senado para aprovação final. Tanto no Senado quanto na Câmara, houve um esforço em acolher as perspectivas e sugestões de diferentes setores da sociedade civil. A movimentação do Congresso Nacional confirma um forte empenho dos congressistas nas pautas de descarbonização e transição energética.

A normatização desse mercado será essencial para reverter a emergência climática, promover a economia verde e o desenvolvimento sustentável, além de criar um ambiente favorável no Brasil para o desenvolvimento e implementação de tecnologias e produtos que permitam a redução das emissões.

É preciso criar rapidamente oportunidades econômicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com a preservação da floresta em pé. Estamos, portanto, diante de um momento histórico vital para a valorização de nossos ativos ambientais e a transição econômica verde. A regulamentação do mercado de carbono permitirá que o Brasil promova melhorias que impactam toda a população global. O mundo espera com urgência por essa solução. Por fim, parabenizamos os congressistas por tomarem a iniciativa de valorizar e normatizar o mercado de carbono brasileiro. Esforços como esses são louváveis por serem fundamentais para preservação da vida no planeta.

Este conteúdo foi produzido e pago pelo Ieje (Instituto de Estudos Jurídicos e Econômicos).

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