InícioEditorialPolítica NacionalBrasil quer esfriar situação com Israel para não ofuscar G20

Brasil quer esfriar situação com Israel para não ofuscar G20

Governo avalia que respostas às “provocações de Israel” foram suficientes, mas chanceler israelense voltou a criticar Lula nesta 4ª feira (21.fev)

Depois de dar resposta à altura, governo Lula quer arrefecer tensão diplomática com Israel Sérgio Lima/Poder360 02.dez.2022

Mariana Haubert 21.fev.2024 (quarta-feira) – 14h39

O governo brasileiro pretende reduzir a temperatura da crise entre Brasil e Israel para que a reunião de chanceleres do G20, que começa nesta 4ª feira (21.fev.2024), no Rio, não seja ofuscada pelo assunto. A avaliação da diplomacia é que o governo deu respostas à altura do que chamam de “provocações” do governo de Benjamin Netanyahu e o momento agora é de arrefecer.

O chanceler israelense, Israel Katz, porém, mantém sua ofensiva de cobranças por retratação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde domingo (18.fev.2024), quando o chefe do Executivo brasileiro comparou a operação militar de Israel na Faixa de Gaza com o extermínio de judeus realizado por Adolf Hitler na Alemanha nazista, o governo israelense tem reagido com duras críticas e cobranças por desculpas de Lula.

Nesta 4ª feira (21.fev), Katz publicou um vídeo com a brasileira Rafaela Triestman, que estava em um festival de música na região sul de Israel em 7 de outubro, quando o grupo extremista Hamas realizou ataques terroristas na região. Seu namorado, Ranani Glazer, de 24 anos, morreu na ofensiva.

“Presidente Lula, após a sua comparação entre a nossa guerra justa contra o Hamas e os atos desumanos de Hitler e dos nazistas, a Rafaela tem uma mensagem que o senhor deveria ouvir”, escreveu Katz.

Assista ao vídeo (8min36s):

Na 3ª feira (20.fev), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que as últimas declarações de Katz eram “inaceitáveis e mentirosas” e a forma como o chanceler israelense se manifestou em relação a Lula era “insólita e revoltante”.

Integrantes do governo ainda avaliam qual o grau de desgaste entre os 2 países. A expulsão do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, chegou a ser aventada, mas, por enquanto, não deve ser efetivada. Isso porque a medida é considerada gravíssima e poderia levar ao rompimento de relações.

A ideia, porém, está posta para o caso de Tel Aviv escalar ainda mais crise e aumentar o tom das cobranças a Lula. Tal decisão, porém, só seria tomada após a reunião de chanceleres do G20, que termina na 5ª feira (22.fev.2024). É o 1º grande evento da cúpula no Brasil. O grupo reúne as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e União Africana.

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