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Candidata a Deusa do Ébano é vítima de intolerância religiosa em viagem por aplicativo

A estudante de jornalismo Caroline Xavier, 24, foi vítima de intolerância religiosa a caminho da sede do Ilê Ayê, no Curuzu, na manhã desta sexta-feira (27). A jovem tinha solicitado um carro da 99 pop por volta das 6h40 e chegou a realizar o embarque no Largo Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador. Nos primeiros minutos do trajeto, o motorista perguntou qual seria o destino e, ao ouvir a resposta, disse que estava com problema no carro e que não costumava levar “gente macumbeira”. 

A primeira reação de Caroline foi pedir para que o motorista a levasse de volta, então, para o mesmo local onde a buscou. Ela conta que levou um tempo para entender que tinha sido vítima de intolerância religiosa. “A ficha não caiu logo, porque eu estava com pressa, a caminho de um momento que era importante para mim. Depois que eu entendi o que tanto ele dizia sobre o carro não estar funcionando, depois de ele reforçar a fala sobre a religião. [Foi então que] eu pedi que ele me levasse para onde me pegou”, relata.

A jovem chegou a pensar em descer no mesmo momento, mas afirmou que não se sentiu confortável no caminho que estava sendo feito pelo motorista. Relutante, ele ainda ameaçou parar o carro enquanto retornava para o Terreiro de Jesus, tendo como argumento persistente um suposto problema mecânico. Mas, Caroline desconfia que essa versão era apenas uma desculpa para que ela saísse. “Assim que ele me deixou no Terreiro de Jesus novamente, ele subiu e continuou andando com o carro”, afirma.

Após o ocorrido, Caroline disse que chegou a relatar a 99 pop o que aconteceu. No entanto, ela não prestou queixa à polícia porque precisava seguir para o compromisso na sede do Ilê Ayê, onde irá concorrer, neste sábado (28) ao título de nova Deusa do Ébano, na Noite da Beleza Negra do Ilê Ayê. Caroline acrescenta que está sendo orientada e acompanhada pela equipe do Ilê para buscar as medidas cabíveis que possam não deixar impune o episódio de intolerância religiosa sofrido.

Procurada, a empresa 99 afirmou, em nota, que “não tolera o ato de preconceito e intolerância” e, por isso, suspendeu o perfil do motorista assim que houve tomada de conhecimento do caso. Ainda, disse que uma equipe foi mobilizada para oferecer apoio à vítima com “todo cuidado e respeito necessários”.

Confira a nota da 99 na íntegra:

A 99 não tolera o ato de preconceito e intolerância com a vítima e estamos profundamente sensibilizados com o ocorrido com a passageira Caroline. Assim que tomamos conhecimento do caso, suspendemos o perfil do motorista e mobilizamos uma equipe para oferecer apoio à vítima com todo cuidado e respeito necessários. A companhia segue em tentativa de contato com a passageira.

Esclarecemos que temos uma política de tolerância zero em relação a qualquer tipo de discriminação. O respeito mútuo é a base de tudo e é obrigatório para utilização do app. Na nossa comunidade, há espaço para todas as diferenças de raças, gênero, religião, orientação sexual, idade, classe social, local de moradia, entre outras. Todos os usuários devem se tratar com educação, boa-fé e profissionalismo, independente de raça, religião ou credo. Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso e o Guia da Comunidade, todas as medidas são adotadas. 

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