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Centrais sindicais se reúnem com governo federal e propõem aumento do salário mínimo em 2,4% acima da inflação até 2026

O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), se reuniu nesta segunda-feira, 3, com representantes das centrais sindicais para discutir propostas que possam valorizar o salário mínimo. Trata-se do primeiro encontro entre as partes para uma discussão sobre o tema desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da presidência da República. Durante a reunião, as centrais sindicais sugeriram ao governo federal que seja implementada uma política de reposição do poder de compra perdido pelos trabalhadores nos últimos anos – durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para os próximos três anos, as centrais sindicais defenderam um aumento de 2,4% acima da inflação, ou seja, além das perdas causadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e tendo como base o Produto Interno Bruto (PIB). Até o ano de 2019, o salário mínimo foi corrigido pelo total acumulado do INPC – tido como a inflação dos mais pobres – do ano anterior e pelo PIB de dois anos antes. Já entre os anos de 2020 e 2022, a regra não foi aplicada e houve apenas a incorporação da inflação no período anterior ao salário mínimo, sem que houvesse ganho real ao trabalhador.

Segundo levantamento realizado pela Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), caso a política de valorização não tivesse sido interrompida após 2019, o salário mínimo em 2023 seria de R$ 1.391 – acima dos R$ 1.302 atualizados em 2022 e dos R$ 1.320 que passarão a ser pagos à partir de 1º de maio. No total, as perdas foram calculadas em 5,4% no período. Para o Dieese, será necessário a aplicação de uma taxa corretiva de 1,77% ao anos, pelos próximos três anos, para que as perdas sejam recuperadas – além da volta de uma política de valorização do salário mínimo. Os analistas do Departamento também calculam que o salário mínimo perdeu 50% do seu poder de compra desde 1940 – ano de sua criação. Para retorno ao mesmo patamar, o valor mínimo de remuneração deveria ser de R$ 2.441,38. Na proposta apresentada pelas centrais sindicais há o pedido de volta da fórmula aplicada de crescimento do salário mínimo – baseadas no INPC e no PIB -, além de um “piso” na fórmula de um Produto Interno Bruto de 2,4%.

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