InícioEditorialDe flores a bijuterias, confira os presentes dos devotos a Iemanjá

De flores a bijuterias, confira os presentes dos devotos a Iemanjá

Balaios com flores, frutas e bijuterias lotam as ruas do Rio Vermelho, em Salvador, nesta quinta-feira (2) em que se comemora o Dia de Iemanjá. Considerada “rainha do mar” na tradição do candomblé, a orixá recebe presentes que se traduzem em fé, gratidão e reverência. 

As oferendas também vêm carregadas de pedidos e agradecimentos. Nas declarações dos devotos, a gratidão era sempre a mesma; pela bênção da saúde durante a pandemia da covid-19. Já os pedidos citavam paz, mais saúde e proteção. 

Os fiéis costumam deixar os presentes no barracão que acompanha o principal presente de Iemanjá, neste ano feito pelo Ilê Axé Oxumarê, e na Casa de Iemanjá, para depois serem entregues em alto-mar. Os presentes do barracão foram entregues às 16h, mas ainda há opção de lançar os presentes diretamente ao mar ou pegar um barco de pesca e entregar as oferendas um pouco distante da praia. 

Filhos do candomblé entregam presentes ao mar, no Rio Vermelho Foto: Paula Froes / CORREIO

A jovem Taís Santana é devota do candomblé e filha de Iemanjá. No balaio preparado por ela, tinha pulseiras e flores. “São oferendas que não vão prejudicar o meio ambiente”, ressalta. “Desde a madrugada a gente vem fazer as rezas e trazer os presentes para fortalecer a fé, trazer esperança. Hoje, peço que ela [Iemanjá] acalme o Universo e dê calma às pessoas que estão passando por ansiedade e depressão”, conta.

A funcionária pública Luciana Santos, 44, também trouxe rosas acompanhadas de pedidos e agradecimentos para Iemanjá. “A festa é maravilhosa, muito forte e linda. Peço por proteção, paz. Para agradecer é por saúde”, diz. 

Oferenda ecológica
Nos últimos anos, devotos do candomblé e entidades ambientais têm incentivado a entrega de presentes ecológicos, ou seja, que são renováveis e não agridem a natureza, como flores e frutas. Também é importante a remoção da embalagem plástica de temperos e de outros objetos, assim como as de vidro e porcelanato. A orientação é que o balaio também siga a tendência e seja feito com folhas de bananeiras ou outros materiais orgânicos. 

A técnica de enfermagem, Railda Sacramento, 68, participa do festejo há mais de 20 anos e lembra que o cuidado com o meio ambiente cresceu ao longo dos anos na Festa de Iemanjá. “Agora não coloca frasco no mar, caixa com sabonete, antes colocava alfazema, vidros, imagens, mas agora não estamos colocando mais”, alerta. Ao invés dos produtos, Railda levou as tradicionais flores e despejou perfume nas rosas. 

“Ela sempre gosta de ser reverenciada, é vaidosa”, afirma. 

*Com orientação da chefe de reportagem Monique Lôbo

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