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DF: 1,6 mil médicos foram exonerados ou se demitiram da rede em 6 anos

Nos últimos seis anos, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) perdeu ao menos 1.648 médicos por meio da exoneração. O número representa 11,17% do total de servidores da pasta que foram exonerados no mesmo período. Apenas em 2024, foram exonerados 62 médicos da rede pública do DF.

Servidores públicos podem ser exonerados a pedido próprio ou por superiores. Além disso, a pasta perde médicos por aposentadoria, demissão ou falecimento. Apenas nos últimos três meses de 2023, por exemplo, 406 servidores deixaram a pasta.

Saúde do DF tem déficit de 25 mil profissionais, aponta relatório

Essas questões fazem com que a Saúde do DF sofra com um déficit de 25.133 profissionais, sendo que faltam cerca de 5 mil médicos, conforme aponta levantamento feito pela Câmara Legislativa (CLDF).

Veja relação de exonerações dos últimos anos:

Procurada, a Saúde reforçou que os cargos de médicos são de livre provimento. Por isso, os pedidos de exoneração ou o fato de os profissionais aprovados em concurso não assumirem, é uma decisão que cabe a cada profissional.

A dificuldade em nomear aprovados em concursos foi citada pela própria secretária de Saúde Lucilene Florêncio em entrevista ao Metrópoles, em 10 de maio. Segundo a gestora, em uma chamada recente de 240 médicos, apenas 120 haviam tomado posse.

Nomeações de médicos Em contrapartida, ainda de acordo com dados da Saúde, entre 2019 e 2024, houve a nomeação de 2.597 médicos. O número equivale a 40,6% de todos os servidores nomeados na pasta no mesmo período.

Em nota, a pasta salientou que, em 2023, foram chamados 741 médicos de diversas especialidades, 241 enfermeiros, 132 cirurgiões dentistas e 565 especialistas em saúde, totalizando 1.685 nomeações.

“Já em 2024, foram realizados 700 novos chamamentos, sendo 90 médicos, 156 enfermeiros, 181 técnicos de enfermagem e 273 agentes de vigilância ambiental e atenção comunitária à saúde”, completa a nota.

Dengue e doenças respiratórias Em coletiva realizada no Palácio do Buriti na última quinta-feira (23/5), a secretária de Saúde, o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, e o presidente do Iges-DF – instituto responsável por gerir as UPAs –, Juracy Cavalcante, falaram sobre a atual situação da saúde pública do DF. 

Juracy afirmou que o período de sazonalidade das doenças respiratórias coincidiu com a epidemia da dengue, cenário que deixou as crianças mais suscetíveis a enfrentar casos graves de enfermidades.

“Quem trabalha na saúde está sujeito a desfechos clínicos que não queríamos [ter]. Não pensem vocês que é fácil lidar com situações assim. Tratamos de pessoas. E elas, a partir do momento em que escolhem a [profissão na área da] saúde, escolhem com o propósito de cuidar de vidas. Quando não conseguimos, há um baque na equipe. Obviamente, temos de estar unidos nesse sentido, para trazermos melhorias [ao sistema]”, completou.

Lucilene Florêncio reconheceu haver serviços “que não conseguem ser entregues pela rede de saúde do DF”, assim como em “nenhuma unidade da Federação”, a exemplo de pediatria, neurologia e anestesiologia – especialidade com 150 contratações efetuadas em 22 de maio, segundo o GDF.

A chefe da Saúde local acrescentou que a pasta aguarda receber 60 novas ambulâncias para a rede pública em até 90 dias: 45 brancas e 15 para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Evoluímos, mas o SUS é uma obra inacabada, assim como a saúde. Temos falhas e precisamos construir planos e projetos para reconstruir tudo”, completou Lucilene.

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